Estremoz

A cidade branca

Estremoz, concelho do distrito de Évora, maioritariamente rural, teve a sua quota parte de participação, intervenção na história nacional, por ter sido palco de inúmeros acontecimentos marcantes.

Lá morreu a Rainha St.ª Isabel, no Paço mandado construir por D. Dinis, lá tiveram lugar as cortes nos reinados de D. João I e de D. Afonso V, lá D. Manuel I entregou a Vasco da Gama o comando da frota que o levou a "dar novos mundos ao Mundo".

Foi em Estremoz que se acolheram as tropas, na Guerra da Restauração, que teve lugar após a Declaração de Independência, em 1640 – em St.ª Vitória do Ameixial, freguesia onde se travou uma das mais importantes batalhas, a Batalha do Ameixial.

  • Onde?

    ESTREMOZ – ÉVORA
    Estremoz, concelho do Distrito de Évora, maioritariamente rural, teve a sua quota parte de participação, intervenção na História Nacional, por ter sido palco de inúmeros acontecimento que a marcaram – lá morreu a Rainha Stª Isabel, no Pqaço mandado construir por D. Dinis, lá tiveram lugar as Cortes nos reinados de D. João I e de D. Afonso V, lá D. Manuel I entregou a Vasco da Gama o comando da frota que o levou a “ dar novos mundos ao Mundo”. Foi em Estremoz que se acolheram as tropas, na Guerra da Restauração, que teve lugar após a Declaração de Independência, em 1640 – em Stª Vitória do Ameixial, freguesia de Estremoz, travou-se uma das mais importantes batalhas, a Batalha do Ameixial.

    O Castelo de Estremoz foi também o quartel-general de D. Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino e patrono da infantaria, que comandou as tropas portuguesas nas famosas batalhas de Atoleiros e de Aljubarrota.
    Em Évoramonte, maior freguesia do Concelho, foi assinada a Convenção de Évoramonte que pôs termo à guerra civil entre absolutistas e liberais e que teve lugar entre 1828/34.

     

  • O quê?

    Estremoz é famoso pelo seu mármore, que é utilizado desde os tempos da ocupação romana. Foi sendo usado, ao longo dos séculos, na construção de monumentos religiosos, estátuas e palacetes e, mais recentemente, muitos edifícios modernos ostentam os seus maravilhosos mármores, nas suas múltiplas tonalidades.
    É exportado  para muitos países do Mundo e muitos turistas não resistem a visitar as pedreiras ou as oficinas em que a pedra é trabalhada.

  • Património a descobrir

    ESTREMOZ
    - Conjunto Monumental da Alcáçova de Estremoz, Muralhas Medievais e Porta de Santarém – a cerca é mandada construir por D. Afonso III e melhorada pelos seus sucessores, principalmente D. Dinis, que aí mandou construir o Paço. Tem duas Portas principais, estrategicamente colocadas, uma a Este – a do Sol ou da Frandina e outra a Oeste – a de Santarém. Esta, aberta para o Bairro de Santiago, tem uma torre cilíndrica e outra quadrangular, sinal de uma maior necessidade defensiva elevando a crer que seria esta a entrada para a vila medieval. As duas portas referidas, ostentam placas, uma dedicada a Nª Srª da Conceição e outra assinalando o final da obra.
    - Castelo de Estremoz, com a sua Torre de Menagem no centro da Vila Medieval, construída em finais do Séc. XIII, inícios do Séc. XIV é o que resta da alcáçova primitiva, juntamente com o edifício dos Paços do Concelho, da mesma época, hoje ocupados pela “Pousada da Rainha Stª Isabel”, ponto de entrada para a visita à Torre de Menagem.
    - Torres da Couraça – a Couraça tem uma função defensiva, foi trazida pelos mouros, no Séc. XII e, posteriormente adaptada pelos cristãos às construções militares – é constituído por um caminho muralhado que, saindo da cerca urbana, se dirige a um ponto de recolha de água, protegido por torres. Permitia, assim, um acesso mais seguro a água potável, em caso de um cerco prolongado. A Couraça de Estremoz, da mesma altura que a Torre de Menagem e parte integrante da muralha medieval, foi destruída em finais do Séc, XVII, existindo apenas um lanço da muralha.
    - Ermida de Nª Srª dos Mártires – foi mandada construir por D. Nuno Álvares Pereira, calculando-se, pela sua arquitetura, que data do Séc. XIV. Fernão Lopes refere-se a ela em 1493; outaras referências aparecem em documentos da Confraria de Nª Srª dos Mártires, em 1379, embora não seja seguro que ela já estivesse construída.
    - Tanque dos Mouros – antigo reservatório de água, romano, donde parte um canal subterrâneo que passa junto da Ermida de Nª Srª dos Mártires, que fica a 500 m de distância. Vários outros vestígios romanos existem na zona, como material de construção e sepulturas, descobertas há alguns anos nas moradias próximas daquela Ermida.
    - Pelourinho de Estremoz – data do Séc, XVI, do reinado de D. Manuel I, tendo sido removido, em 1698, da frente do Paço Real de D. Dinis, para o terreiro fronteiro aos Paços do Concelho. Entre 1867 e 1871 foi retirado e disperso por sítios desconhecidos. Em 1916 foi reconstruído, mantendo, do original o fuste, o capitel e o coruchéu de remate, todos estes elementos em estilo manuelino.
    - Portas e Baluartes da Fortificação – Na Guerra da Restauração D. João IV mandou construir fortificações, tanto nas zonas fronteiriças como nas de 2ª linha, caso de Estremoz, para defender o País da ofensiva espanhola. Foram construídas no Séc. XVII e restam as seguintes Portas:
    -Porta de Évora, com uma ponte levadiça, que dá acesso ao ancestral Bairro de Santiago
    - Porta de Stª Catarina , com um nicho dedicado à padroeira e uma guarita em forma de canhão estilizado
      Com o escudo régio de Portugal
    - Porta de Stº António, também com um nicho dedicado ao orago e lápide descritiva da empreitada
    - Porta dos Currais, monumental e artística, com uma águia e grifos sobre peças de artilharia
    - Cadeia Manuelina – data do reinado de D. Manuel I, em estilo manuelino e passou a cadeia comarcã, no Séc. XX.
    - Calçada Portuguesa de Estremoz – junta à arte da calçada portuguesa o facto de ser em mármore da zona, o que
      acontece com todas as calçadas portuguesas na região dos mármores. Os vários “painéis” foram colocados já no
      Séc. XX e é a baixa da cidade que detém os desenhos mais artísticos.
    - Capela dos Passos – Séc. XVIII, erigida pela Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, de rara beleza devidos aos
       mármores, brancos e raiados de negro, que foram utilizados na sua construção. Realce para os frescos
       representando a Paixão de Cristo.
    - Fonte das Bicas – pensa-se que foi construída no Séc. XVI, com inserção de mármores brancos e negros no topo.
      Foi também designada por Fonte Redonda
    - Igreja de Santiago – embora o edifício denote elementos seiscentistas, sabe-se que já existia no reinado de D.
      Afonso III, Séc. XIII. Na fachada, a torre sineira e, sobre a porta, a cruz da Ordem de Avis.

    Museus a Visitar:
    - Museu de Arte Sacra, na Igreja dos Congregados
    - Museu dos Bombeiros – inaugurado na década de 90
    - Museu Ferroviário – fica na antiga estação, apresenta objetos utilizados na estação e locomotivas
    - Museu Municipal – com artesanato
    - Museu Rural – criado em 1951, com peças de barro e olaria
    - Museu do Regimento de Cavalaria Nº 3 – um regimento que está ligado à cidade há três séculos.

    EVORAMONTE
    - Castelo de Évoramonte – a Torre ou Paço Ducal é de construção quinhentista, erigido após o terramoto de 1531, no reinado de D. João III, em que se notam ainda muitas características manuelinas. A cerca medieval de Évoramonte, construída no reinado de D. Dinis tem a forma de um triângulo isósceles e mantém hoje em dia, as quatro portas principais das quais, a porta de S.  Brás, está orientada no sentido da ermida do mesmo nome e mantém as suas “munhoneiras” (encaixes para o eixo de um canhão). A porta de S. Sebastião tem também acesso direto, por estrada, à ermida do mesmo orago, do Séc. XV/XVI.
    - Casa da Convenção – fica na Rua da Convenção, antigamente designada por R. Direitra. O nome advém do facto de lá ter sido assinada uma convenção entre Absolutistas e Liberais. É um edifício vulgar, de caris regional, com dois pisos, sem elementos dignos de nota.
    Para além do Castelo, Évoramonte tem imensas Igrejas, Fontes, Cisterna, Capelas, Ermidas, Paços do Concelho, do tempo em que era um município, Celeiro Comum, com fachada do Séc, XVII/XVIII, hoje loja de produtos regionais, enfim, um nunca acabar de vestígios da nossa História.

    SANTA VITÓRIA DO AMEIXIAL
    Villa Romana de Stª Vitória do Ameixial – construída durante a romanização na província da Lusitânia, cuja capital era em Mérida, era já ocupada no Séc. I, embora os vestígios mais significativos datem de finais do Séc. III/Séc. IV.
    Apresenta construções, pavimentação de mosaicos, tanques de abastecimento e uma rede de abastecimento, para além da divisão notória entre as áreas dos proprietários, dos criados e escravos. Nesta, encontramos os lagares, moinhos e celeiros. O achado de 3000 moedas e os originais painéis de azulejo mostram como os proprietários seriam ricos.

    ESPINHEIRO – FREGUESIA DE S. DOMINGOS DE ANA LOURA
    - Ermida de Nª Srª da Assunção – data do Séc. XVIII, pertencia ao hospício dos frades da congregação do Oratório, de Estremoz. Hoje é propriedade privada, embora tenha sido integrada nos bens nacionais, aquando da extinção das ordens religiosas

    VEIROS
    - Ermida de Nª Srª do Mileu –de origem incerta, mas remota
    - Paços do Concelho – Séc. XVIII, barroco, com o brasão da vila de Veiros, que deixou de ser concelho em 1855,
    - Igreja e Hospital da Misericórdia – é desconhecida a fundação da Stª Casa da Misericórdia de Veiros mas, em 1549 já havia exumações na sua igreja. O que hoje vemos data do Séc. XVIII, tendo substituído o edifício quinhentista.
    - Ponte Velha de Veiros – a 1 km da povoação, sobre a Ribª de Ana Loura, é difícil de alcançar pelo caminho difícil. Foi ofuscada pela ponte nova, do IP2 e é uma obra quinhentista.
    - Museu Casa Agrícola José M. Matos Cortes – na Vila de Veiros
    A abertura deste espaço museológico deveu-se aos filhos de José Matos Cortes, e teve lugar aquando da comemoração dos seus 90 anos de vida. A família esteve décadas ligada à exploração agrícola e, a ideia foi mostrar a todo o público, às crianças em particular, todos os utensílios, ferramentas e alfaias usadas numa exploração agrícola. Nas várias salas, mostra-se ainda as várias profissões rurais, os trabalhos da mulher do campo e os trabalhos da lavoura. O Museu não tem propriamente um horário de funcionamento, abre a pedido dos visitantes, quer individualmente quer em grupo. As visitas são sempre guiadas.

    SERRA D’OSSA – FREGUESIA DE S. BENTO DA CORTIÇA
    É no Neolítico que surgem os monumentos funerários tais como as antas, sinal da transição das sociedades nómadas a sedentárias. Esta zona do Alentejo é rica nestes monumentos, sendo o Norte e o Centro Alentejanos a zona de maior concentração da Península Ibérica. Em Estremoz, as antas mais antigas pertencem ao Neolítico Médio/Final e apresentam já um corredor a seguir ao sepulcro. A maior concentração, encontra-se na freguesia de S. Bento do Cortiço, na zona Norte da Serra d’Ossa.

  • Feiras, Festas e Romarias

    Nos primeiros dias de dezembro tem lugar, em Estremoz a COZINHA DOS GANHÕES – na essência e de acordo com a História local a Cozinha dos Ganhões nada tem a ver com as iguarias acima enumeradas…

    Passemos aos factos – os Ganhões eram trabalhadores agrícolas, prontos para todas as tarefas, que se alimentavam do que lhe era dados pelos Lavradores das Herdades onde trabalhavam. Assim, a sua Cozinha era pobre, frugal, em pouca quantidade, exceto no que se referia ao pão, fornecido em abundância. Almoçavam à 7 da manhã, o jantar era ao meio dia e a ceia ao sol posto, no entretanto merendava-se pão com azeitonas ou com queijo, outro dos “condutos”.

    Ao almoço era dada sopa de cebola ou alho, com conduto de azeitonas e meio queijo e, à ceia, açorda com azeitonas, no Inverno e gaspacho, no Verão – esta ementa variava de herdade para herdade, de região para região. Havia regiões onde a refeição podia ser constituída por toucinho ou enchidos “velhos” cozinhados com hortaliças e batatas, o que era dado, normalmente, ao jantar. No entanto, estas refeições mais ricas eram fornecidas em dias certos da semana, não sendo, nunca, em quantidade. De acordo com os relatos de antigos Ganhões, dentro da sua Cozinha ou Casa dos Ganhões, quando o Abegão (aquele que neles mandava e lhes distribuía tarefas) chamava para o almoço, eles tinham de tirar o chapéu, à entrada. Depois de todos estarem sentados, com o Abegão à cabeceira da mesa, muito comprida, mas tosca, só podiam iniciar a refeição depois de o chefe dizer “Com Jesus” e só se levantavam quando ele dissesse “Louvado seja Nº Sr. Jesus Cristo” – os mesmos ditos eram o sinal para iniciar e findar a jornada de trabalho.

    Em algumas herdades comiam todos do “Baranhão” – grande recipiente onde era preparada a comida e onde todos tinham de comer, à vez, com as suas colheres. O Abegão distribuía toucinho, morcela ou farinheira, em partes iguais, entre os Ganhões. Havia dois tipos de Ganhões – os de “pensão”, que trabalhavam a tempo inteiro, na herdade e os “rasos” – sazonais, contratados por época de tarefa agrícola.
    A Cozinha do Ganhão apresenta o que de melhor é produzido ou confecionado em Estremoz e no Alentejo, como o que é referido na “Gastronomia”. Realiza-se no Parque de Feiras e Exposições da cidade, com entrada gratuita.
    Durante os dias do certame, funcionam as Tasquinhas.

    EXPOSIÇÃO DE PRESÉPIOS – é habitual, nas proximidades do Natal, haver uma exposição de presépios, no Museu Municipal, sala de Exposições Temporárias.
    O mesmo fim de semana poderá ser aproveitado para visitar esta exposição, anual, na qual os artesãos são convidados a expor peças representando a Natividade.

  • Acessos e Distâncias
    LISBOA 175 km PORTO 252 km
    Aveiro 295 km Beja 127 km
    Braga 404 km Bragança 431 km
    Castelo Branco 146 km Coimbra 242 km
    Évora 46 km Faro 271 km
    Guarda 241 km Leiria 224 km
    Portalegre 60 km Santarém 148 km
    Setúbal 137 km Viana do Castelo 427 km
    Vila Real 420 km Viseu 314 km

     

  • Itinerários Possíveis

    Itinerário 1
    Para além do Património de Estremoz, vasto, muito interessante e cheio da nossa HISTÓRIA, há a visitar o que foi referido de S. Domingos de Ana Loura, Veiros e Stª Vitória do Ameixial
    Total de km – 68 km

    Tempo de percurso – 1h e 9 minutos, só considerado o tempo de condução.

    Estradas – o trajeto feito por Estradas Nacionais e Municipais.


    Itinerario1

    Itinerário 2
    Para sair um pouco de Estremoz, e interromper a visita do seu património e ter oportunidade de bem digerir os bons petiscos das tasquinhas, há ainda a ver o património de Évoramonte, também riquíssimo e, dar uma saltada à Serra d’Ossa, para ver as antas que por lá proliferam
    Total de km – 63 km

    Tempo de percurso – 1h e 4 minutos, só considerado o tempo de condução

    Estradas – o trajeto feito por Estradas Nacionais e Municipais.

    Itinerario2

     

     

  • Parceiros ACP

    PARCEIROS ACP
    Abaixo estão os links para todos os parceiros existentes no Distrito de Évora, a que Estremoz pertence, e que oferecem descontos aos sócios, mediante a apresentação do cartão de sócio.
    Hotéis 
    Turismo de Habitação 
    Turismo Rural 
    Restaurantes 

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