Évora

Cidade-museu

Toda a região em que Évora está incluída mostra vestígios de ocupação humana desde a Pré-História. Prova disso são a Anta do Zambujeiro e o Cromeleque dos Almendres, importantes monumentos megalíticos e ainda algumas gravuras rupestres. A ocupação romana deu a Évora o nome de Ebora Liberalitas Julia, como homenagem a Júlio César. Desse período ficaram o Templo Romano e a antiga cerca.

O concelho de Évora fica a sul de Portugal, no Alentejo, outrora considerada o celeiro de Portugal, pela grande produção de trigo. É uma província de grandes propriedades ou herdades, rica em sobreiros e, como tal, em cortiça. Nas últimas décadas, as culturas, ainda em áreas vastas, têm sido diversificadas, tendo muitas zonas apostado na vinha e intensificado o plantio de oliveiras e a produção de azeite. Nesta produção, como na do vinho, têm vindo a ser apuradas as respectivas qualidades, tendo sido estabelecidas as DOC – Denominação de Origem Controlada – onde a produção quer do vinho quer do azeite são objeto de cuidados extremos, com vista à manutenção de uma óptima qualidade e à exportação.

Esta planície é um ondulado suave pontuado aqui e além de algumas serras. Lembra, sem sombra de dúvida, o ondulado das searas ao vento. No entanto, a cultura dominante é ainda a dos cereais e, claro, os montados de sobro e azinho espalham-se por todo o concelho.

Évora tem um clima de extremos – muito frio no inverno e muito calor no verão. Em 2006 nevou, o que já não acontecia há vários anos.

  • Onde?

    Toda a região em que Évora está incluída mostra vestígios de ocupação, pelo Homem, desde a Pré-História. Prova disso são a Anta do Zambujeiro e o Cromeleque dos Almendres, importantes monumentos megalíticos e ainda algumas gravuras rupestres. A ocupação romana deu a Évora o nome de Ebora Liberalitas Julia, como homenagem a Júlio César, grande desenvolvimento e a promoção a município, devido à sua localização estratégica, relativamente não só à costa, como à estremadura espanhola. Desse período ficaram o Templo Romano ou de Diana, os banhos públicos e panos da antiga cerca. Estas muralhas, bem como as respectivas portas determinaram a estrutura da cidade. No entanto, a maior parte da cidade romana desapareceu, devido às posteriores construções, durante a ocupação árabe e nas épocas medieval e moderna.

    Évora-Vista Aérea

    Segundo Alexandre Herculano, pouco restou das ocupações visigótica e árabe, apesar de, Évora ter sido, baseado em escritos de um geógrafo árabe do séc. XII, a segunda cidade mais importante da província de Badajoz e um grande entreposto comercial.
    Após a conquista aos mouros, em 1165, por Giraldo Geraldes, Sem Pavor, Évora cresceu exponencialmente, até ao séc. XVI, quando atingiu o máximo esplendor, com a instalação da Corte na cidade. Neste período, decorreram também os Descobrimentos, que lhe acrescentaram importância. Entretanto, as comunidades mouras e judias, que ficaram, foram empurradas para fora das muralhas, tendo-se instalado, respectivamente, a norte da Igreja de S. Mamede e nas proximidades da Rua Serpa Pinto.

    Centro Histórico de Évora

    A partir dos séc. XII, no seu final, foi construída a Catedral, 1ª obra edificada pelos portugueses. Seguiram-se alguns conventos, fora das muralhas romanas. No reinado de D. Dinis, no séc. XIV, foram construídas as muralhas medievais, que foram designadas Cerca Nova. No séc. XVI estava perfeitamente definida a área urbana, à volta da Praça do Giraldo e do Largo da Porta de Moura.
    D. João I deu a Évora a categoria de 2ª cidade do País, classificação que foi devida à presença, na cidade, da Corte e famílias mais importantes, por períodos prolongados. Com o decorrer dos anos, a Dinastia de Avis foi dotando a cidade de instalações necessárias – o Palácio Real, a Universidade, para além de belos palácios, conventos e igrejas e, o Aqueduto da Água de Prata, que provocou bastantes alterações na rede urbana, com a abertura de novas ruas.
    Nos séc. XVI e XVII, o casaria vai sendo substituído por edifícios de maiores dimensões e porte nobre. Procede-se também à remodelação de edifícios públicos e de culto e da construção de fortificações tipo Vaubun. Simultaneamente, começam a aparecer alguns solares, em quintas.
    O final dos séc. XIX, início do séc. XX, trouxe algum progresso a Évora, que se traduziu também no derrube de parte do património anteriormente construído, como o Palácio Real, de que ficou a Galeria das Damas, e o Convento de S. Francisco. Na Praça do Giraldo, foi derrubado o edifício dos Paços do Concelho e da cadeia comarcã, que foram substituídos pelo edifício do Banco de Portugal, sem qualquer ligação estética ao património que o envolvia. O Convento de S. Domingos também foi derrubado, no mesmo período, para dar lugar ao Teatro Garcia de Resende e à Praça de S. Pedro. Após esta renovação e correspondente melhoria das condições de vida, tudo abrandou a partir dos anos 20, com o regime vigente e até à década de 70, em que tudo se modificou.

    Teatro Garcia de Resende

    Felizmente que essa década, tão turbulenta, manteve o sentido de conservação dos monumentos históricos existentes, trabalhando as entidades locais para o reconhecimento do Centro Histórico de Évora como Património da Humanidade, o que veio a acontecer em 1986, ano em que a UNESCO considerou todo o conjunto urbano compreendido dentro das muralhas de Évora como Património Mundial da Humanidade.

  • O quê?

    Évora -Vista Geral

    O concelho de Évora fica a sul de Portugal, na província do Alentejo, outrora considerada o celeiro de Portugal, pela grande produção de trigo. É uma província de grandes propriedades ou herdades, rica em sobreiros e, como tal, em cortiça. Nas últimas décadas, as culturas, ainda em áreas vastas, têm sido diversificadas, tendo muitas zonas apostado na vinha e intensificado o plantio de oliveiras, e assim a produção de azeite. Nesta produção, como na do vinho, do queijo  e dos enchidos, têm vindo a ser apuradas as respectivas qualidades, tendo sido estabelecidas as DOC – Denominação de Origem Controlada – onde a produção quer do vinho quer do azeite são objecto de cuidados extremos, com vista à manutenção de uma óptima qualidade. Isso permite a exportação para o exterior.
    Esta planície, é um ondulado suave pontuado aqui e além de algumas serras. Lembra, sem sombra de dúvida, o ondulado das searas ao vento.
    No entanto, a cultura dominante é ainda a dos cereais e, claro, os montados de sobro e azinho espalham-se por todo o concelho.
    Évora tem um clima de extremos – muito frio, no Inverno e muito calor, no Verão. Em 2006 nevou o que já não acontecia há vários anos. 

  • Património a descobrir

    - Praça do Giraldo – é a praça central da cidade, quase toda ela rodeada de edifícios com arcadas, onde teve lugar a primeira freira franca de Évora, no tempo de D. Dinis e onde, mais recentemente, se realizavam feiras de gado. Foi o centro político, religioso – tinha de um lado os paços do concelho e do outro a igreja de Stº Antão, que iniciou o estilo “chão” alentejano e foi construída sobre a primitiva igreja de Stº Antoninho, gótica. Nas arcadas, a toda a volta, estava o comércio, como ainda nos tempos que correm; Foi aqui que se fizeram torneios, autos de fé, justas, touradas; aqui ficava o pelourinho e a Casa de Ver o Peso, e o Paço dos Estaús, instituído por D. Duarte, e que ocupavam um quarteirão. Tem também uma bela fonte Henriquina, construída sobre um antigo chafariz num pórtico, onde terminava a água trazida ao longo de 18 km, das fontes da Prata.

    Praça do Giraldo-Evora 

    - Catedral de Santa Maria - é dedicada a Santa Maria, é um edifício romano-gótico, dos sécs. XIII- XIV – 1283/1308. Na catedral, ainda de raiz românica, começaram a ser introduzidos elementos góticos. O edifício está inserido em terreno difícil, de grande inclinação o que desafiou a arte e o engenho dos arquitectos. Tem três naves, podendo ver-se, na do meio, uma imagem de Nª Srª do Ó e, frente a ela, uma do Anjo da Anunciação, do flamengo Olivier de Gand. Em cima, sobre os arcos das capelas laterais, pode ver-se um busto do arquitecto da catedral. O claustro, gótico, é da 1ª metade do séc. XIV – lá está sepultado o bispo fundador, D. Pedro e lá funcionou o primeiro concelho da cidade, de que ficou testemunho na pedra de armas mais antiga da cidade. O arco da capela do Esporão é a primeira manifestação do renascimento, em Évora; a capela-mor é barroca, com mármores alentejanos, tendo substituído a abside gótica em 1717, obra de D. João V; o cadeiral do coro é quinhentista, com desenhos flamengos; no portal, podemos observar, para além das marcas dos canteiros, medievais, O Apostolado, visão medieval da palavra divina, transmitida sob a forma de recado, de conselho ou de aviso, gravado no mármore; também na Sé Catedral funcionou a Escola Polifónica da Sé de Évora, sob a protecção do Cardeal D. Henrique.

    Évora-Sé, Catedral de Stª Maria

    - Museu de Arte Sacra – está instalado na Sé Catedral, e dispõe de um grande espólio
    - Ruínas do Templo Romano de Diana, séc. I a III, contém colunas Coríntias e é um monumento único do género, em Portugal.

    Templo Romano ou de Diana

    Este templo fazia parte do fórum, de que se conhece a praça lajeada a mármore e uma estrutura envolvente, com pórticos, onde haveria “tabernae”. O templo, propriamente dito, dedicado ao culto imperial, é construído em granito local e mármore de Estremoz, assentando num podium de 4m de altura. Ao longo da História, o Templo teve as mais variadas utilizações – Na Idade Média foi “Açougue das Carnes” (talho), principal ponte de venda, a retalho de carne, na cidade. Em 1870 foi reposta a traça original, tanto quanto possível – sob a orientação do italiano G. Cinatti, com a colaboração de alguns ilustres da altura, como Alexandre Herculano, foi restaurado como hoje se apresenta, sem cela, arquitrave, friso e muitas das colunas. Passou, mais tarde a ex libris da cidade. Embora popularmente se refiram a ele como Templo de Diana, ele nunca foi consagrado àquela Deusa.
    - Museu de Évora
    - Biblioteca Pública de Évora
    - Igreja e Convento dos Lóios, dos sécs. XV-XVII, foi panteão dos Melos; a igreja e os claustros são góticos e a sala do capítulo manuelina; o interior da Igreja está revestida de azulejos do séc. XVIII. Hoje é uma pousada histórica.
    - Palácio dos Duques do Cadaval, séc. XVI
    - Castelo Velho ou Cerca Velha – muralha tardo-romana
    - Ermida de S. Miguel
    - Palácio dos Condes de Basto, primitivo alcácer mourisco e residência dos reis da Dinastia Afonsina, que assenta na muralha romano-godo-muçulmana. Neste momento é pertença de particulares
    - Ruas Freiria de Cima e de Baixo
    - Museu das Carruagens
    - Solar dos Condes de Portalegre
    - Universidade de Évora, antigo colégio dos Jesuítas, construído pelo Cardeal D. Henrique, em 1559; possui uma bela Sala dos Actos e um monumental Claustro; tem também uma Igreja, do Espírito Santo, séc. XVI
    - Torres da Porta tardo-romana
    - Janela manuelina-mudéjar da Casa de Garcia de Resende, séc. XVI
    - Fonte e Chafariz, séc. XVI, renascença, mostrada nesta foto ao lado

    Chafariz e Fonte-Lg Porta de Moura

    - Casa Cordovil, com mirante mudéjar, séc. XV-XVI
    - Rua da Misericórdia
    - Mirante mudéjar da Casa Soure, séc. XVI
    - Igreja do Carmo, séc. XVI-XVIII
    - Praça de Sertório – também com uma série de edifícios notáveis
    - Edifício da Câmara Municipal, séc. XIX
    - Termas romanas, séc. II-III – por alturas de uma obras nos Paços do Concelho, em 1987, foram descobertas estas termas romanas. Do conjunto foram estudados, até agora, 300 m2 , que se estendem no sentido norte/sul, e dispõem dos seguintes espaços:
     -Laconicum – sala circular, 9m de diâmetro, destinada a banhos quentes e de vapor. No centro, existe um tanque circular com 5m de diâmetro, cavado no solo, com três degraus e 1,3m de fundo. Esta área está rodeada de um sistema de aquecimento.
     -Praefurnium – espaço visitável ao lado direito, que contém a fornalha, que serviria o sistema de aquecimento das salas próximas
     -Natatio – piscina rectangular, ao ar livre, rodeada de pórticos, com 14,4m por 43,20m de comprimento – no lado leste da piscina eram lançadas as águas das termas, trazidas por aqueduto próprio, que se pensa ter sido o antecessor do Aqueduto de Prata. Esta área não é visitável.
    - Igreja e Convento do Salvador
    - Porta, arco de D. Isabel, da muralha tardo-romana, ou Cerca Velha, como hoje é conhecida. Esta Porta, constituída por um arco perfeito de cantaria, é o que resta da em todo o recinto amuralhado pela Cerca Velha e que marca a passagem da principal rua da cidade romana, direcção este /oeste, da qual resta um troço de calçada bem conservado, precisamente sob o arco. A muralha de que esta Porta/arco fazia parte tinha 1200 m de extensão, abrangia 10 ha, e era protegida por fortes torres de cantaria de que subsistem algumas, como as que defendiam as portas das Ruas da Selaria, hoje R. 5 de Outubro, e da Porta de Moura - este nome vem do séc. XVII, já que na Idade Média era conhecida pela Porta do Talho do Mouro – o arrabalde da Mouraria nova era muito perto.
    - Convento da Cartuxa – do Séc. XVI, foi mandado construir por um arcebispo de Évora, para albergar a comunidade religiosa de S. Bruno. Foi muito danificado pela artilharia, durante a guerra da restauração. Só resta a Igreja, cuja fachada é em mármore branco e negro.
    - Igreja da Graça – fachada renascentista, séc. XVI, Claustro conventual, particular
    - Igreja Real de S. Francisco, séc. XV-XVI, com claustro gótico. No seu interior fica a
    - Capela dos Ossos, séc. XVII, totalmente revestida de ossadas humanas

    Capela dos Ossos- Igreja de S. Francisco

    - Palácio de D. Manuel, séc. XVI. A galeria das Damas é o que resta do Palácio, construído pela Dinastia de Avis, em estilo gótico-renascença. Gil Vicente representou sete dos seus autos neste palácio, dedicados às rainhas D. Maria de Castela e D. Catarina de Áustria
    - Mercado Municipal, séc. XIX-XX
    - Centro de Artes Tradicionais, antigo Museu de Artesanato
    - Jardim Público, séc. XIX
    - Muralha medieval, séc. XIV

    Palácio de D. Manuel

    - Aqueduto da Água de Prata, séc. XVI (foi inaugurado em 1537). Foi , mandado construir por João III (1531-37) para abastecer a cidade de água e estende-se por cerca de 18 km. A construção demorou cerca de seis anos, sob a direcção do arquitecto régio Francisco de Arruda. É constituído por um troço de arcaria monumental que vai de Évora até à Herdade do Divor. Ao longo dos percurso, de arcaria, foram introduzidos alguns elementos artísticos, designadamente junto à Igreja de S. Francisco e junto à Praça do Giraldo, que desapareceram aquando de remodelações posteriores. Na Rua Nova de Santiago são visíveis dois lados de uma caixa de água que Francisco de Arruda erigiu, com doze colunas toscanas.
    O Aqueduto sofreu alterações, ao longo dos séculos, as mais visíveis das quais são os chafarizes que foram sendo construídos na área urbana que ele atravessa:
    - Fonte emblemática na Praça do Giraldo, junto ao antigo arco romano
    - Fonte do Chão das Covas, construída em 1701
    - Chafariz do Largo das Portas de Moura, construído aquando da renovação urbanística levada a
     cabo pelo Infante D. Henrique
    - Chafariz do Largo da Porta Nova, séc. XVI
    - Chafariz do antigo Rossio de S. Brás, já na época filipina e que procedeu também à edificação
     de uma alameda.
    Foi restaurado no séc. XVII, após a Guerra da Restauração e sofreu beneficiações nos séc. XIX e XX, beneficiações essas que não alteraram nada de significativo.
    - Rua do Cano
    - Rua Nova e Caixa de Água renascentista nesta rua
    - Paço de Vasco da Gama (sua residência) quando foi nomeado Conde da Vidigueira e Vice Rei da Índia, em 1519 e 1524 respectivamente; da época é o claustrim manuelino e parte das pinturas murais que o decoram
    - Convento dos Remédios – pela sua localização, teve papel de relevo em alturas de ataque à cidade, como na Guerra da Independência (1663), quando foi palco de combates entre portugueses e castelhanos e durante a 1ª Invasão Francesa, em que o convento foi ocupado. A extinção das Ordens religiosas e o consequente saque de que foram alvo, reduziram a importância do Convento. No reinado de D. Maria II, o Convento dos Remédios foi entregue à Câmara Municipal de Évora, tal como a cerca anexa, que passou a ser cemitério. Tendo estado abandonado durante anos, foi recuperado pela CME, no final do séc. XX, que depois ali instalou o Departamento de Arqueologia e o Grupo Eborae Música, funcionando este na Igreja.
    - Porta do Moinho de Vento – é o local onde as muralhas “velha “, a romana e a “nova”, a medieval se encontram. Próxima, fica a Porta de D. Isabel, já referida. A designação “Porta do Moinho de Vento, vem do séc. XIII, mas a localização certa levantou dúvidas, durante muito tempo – anteriormente, até ao séc. XV, designava uma outra porta, entretanto desaparecida, passando depois a designar esta. Aqui nasce a cerca fernandina, a “nova”, que se prolonga por 3 km e na qual, originalmente, se abriam 10 portas.

    Freguesia de Bacelo
    - Forte de Stº António – mandado construir em 1650 por D. João IV, devido à Guerra da Restauração. É da autoria de Nicolau de Langres, de traça maneirista, planta quadrada com quatro baluartes. São ainda visíveis, no interior, restos do presídio, da parada e do claustro. As estruturas da porta principal pertencem à traça original, junto aos cunhais. O Forte é atravessado, no sentido norte / sul, pelo Aqueduto da Água de Prata. Foi restaurado nos anos 40/50.

    Forte Stº António - Bacelo

    Freguesia de Canaviais – dispõe de uma parte rural e outra urbana; apresenta também vestígios de uma ocupação anterior aos romanos. O nome advém da existência de inúmeros canaviais e do facto de haver duas grandes quintas – a Qtª do Canavial de Fora e a Qtª do Canavial de Dentro.
    - Convento do Espinheiro – foi construído no séc. XV, e a sua origem está ligada a uma lenda, que fala na aparição da Virgem Maria sobre um espinheiro, em 1400 – em 1412 foi edificado um oratório em honra de Nº Srª e, em 1458, no reinado de D. Afonso V e com a crescente importância deste local como de peregrinação, foi fundada a igreja e, posteriormente, o Convento.
    A Igreja é de nave única, rectangular com capelas laterais, em cruz latina, cobertura em abóbada meio-canhão, telhado de duas águas, contrafortes de suporte; frontão triangular com janelão joanino de vão rectangular; o coro alto, renascentista, é suportado por arco abatido e pilastras jónicas.
    O Convento é constituído várias construções diferentes, que tiveram lugar ao longo dos tempos, embora agregadas, perfazendo uma dimensão considerável; tem claustro de dois pisos, vastas salas, alteradas ao longo dos tempos, uma torre campanário, uma cisterna. Hoje a entrada faz-se pela antiga porta do carro – ao lado direito fica o corpo nobre do edifício. O oratório, a antiga cozinha e outras dependências conventuais, menores e reaproveitadas, conservam vestígios da construção original. Não pode deixar-se de salientar a adega dos frades, de 1520, da autoria de João Alvares e Álvaro Anes, composta de uma sala comprida de três naves e cinco tramos.

    Convento do Espinheiro

    Capela Garcia de Resende – fica dentro da cerca do Convento do Espinheiro e foi destinada a capela funerária do cronista Garcia de Resende, tem como orago Nª Srª do Egipto; tem planta longitudinal, com nave, capela-mor e nártex de alvenaria. No pavimento, a campa de Jorge de Resende. A escada e a fonte de mergulho, quinhentista, com ligação à cisterna.

    Capela Garcia Resende - no Conv. do Espinheiro

    Freguesia Horta de Figueiras
    - Igreja de S. Brás – construída no final do séc. XV, em tardo gótico, introduzido, nesta altura, no Alentejo –esta igreja, como os Conventos de S. Francisco e dos Lóios, marca a introdução do tardo gótico, no Alentejo, tendo servido de modelo a inúmeras capelas construídas na zona. Foi fundada em 1483, pelo Bispo D. Garcia de Meneses e concluída no final da governação de D. João II, o Príncipe Perfeito, falecido em 1495.

    Igreja de S. Brás-Horta de Figueiras

    - Detém o parque industrial de Évora, onde se encontram unidades para a produção de materiais tecnológicos, componentes e equipamentos, confecção. Outras actividades marcantes são o Turismo e o comércio.
    - Rica em artesanato – madeira pintada à mão, artigos em cobre, trabalhos em chifre, curtumes.

    Freguesia de Malagueira
    - Quinta da Manizola – séc. XIX, pertenceu ao visconde da Esperança e foi a Quinta do Arcediago, propriedade de André de Resende
    Convento da Cartuxa -  sécs. XVI, XVIII, XX.

    Convento da Caretuxa-Malagueira

    - Igreja da Cartuxa -  sécs. XVI, XVIII, XX.
    Alto de S. Bento – é o grande miradouro natural a nascente de Évora, sobre a cidade e toda a paisagem que se estende para além dela. Desde o séc. XIX têm sido recolhidos, neste monte, vestígios de povoado pré-histórico, que remonta ao início do Neolítico (há cerca de 7000 anos)e cuja ocupação se terá prolongado até ao início do Calcolítico (há cerca de 5000 anos). Pode dizer-se que é um povoado megalítico, visto que foi ocupado durante o período em que, na região, foram construídos os menires e antas e porque deveriam existir, originalmente, no local, grandes afloramentos graníticos que foram sendo reduzidos pelas explorações pedreiras.
    - Moinhos do Alto de S. Bento. séc XIX
    -  Aqueduto da Água de Prata. séc. XVI. MN dec. 16/08/1910

    Aqueduto Água de Prata

    - Convento de s. Bento de Cástris -  sécs. XIV, XVI, XX, sede da Casa Pia Masculina,MN

    Convento S. Bento Castris

    - Ermida de S. Caetano ou S. Cornélio - séc. XVI, XIX
    - Quinta da Malagueira - séc. XIX / XX. Edifícios, jardins e fontes. Pertenceu ao Conde de Ervideira.
    - Chafariz das Bravas - séc. XV, IIP.
    - Nora do Escourinho ou da Picada

    Nora do Escourinho ou da Picada

    - Capela e Paço Rural de S. José da Peramanca.
    - Ermida de Santo Antonico -  séc. XVIII.

    Ermida de Stº Antonino

    - Cruzeiro da Picada - séc. XVIII

    Cruzeiro da Picada

    Freguesia de Nª Srª da Graça do Divor
    - Foi ocupada desde o Neolítico, como é provado pelos fragmentos de cerâmica, de utensílios de pedra lascada e polida que foram encontrados na área da freguesia. Mais tarde, também os romanos aqui se instalaram e, desta ocupação, ficou o nome uma vez que os romanos designavam esta localidade por “Campus Divorum” (Campos Elísios ou Lugar dos Deuses). Os romanos, aproveitando as condições, quer do solo, quer da rede hidrográfica que banhava a zona, desenvolveram muito a agora freguesia, construíram “villae” , enfim, era a localidade mais romanizada da região, depois de Évora, claro.
    - Solar Manuelino da Sempre Noiva – casa solarenga, peça arquitectónica mais relevante da freguesia, foi mandada construir em final do séc. XV/XVI, por D. Afonso de Portugal, bispo de Évora, que adquiriu, por permuta, os terrenos antes pertencentes ao bispado. Embora esteja muito perto de Arraiolos, pertence à freguesia da Nª Srª da Graça do Divor. A filha natural de D. Afonso, D. Beatriz ou Brites de Portugal, instituiu, em 1531, o morgadio da Herdade da Sempre Noiva, encabeçado por seu irmão D. Francisco de Portugal, 1º Conde de Vimioso. Quando D. Afonso mandou ali construir o seu solar, terá aproveitado parte de uma edificação mais antiga, talvez datada do séc. XIV, na qual se encontravam ainda vestígios de uma ocupação romana importante. O solar foi edificado numa variante mudéjar-manuelina do gótico, tardio, alentejano. Tem capela que, para além da porta, para a rua, decorada, tem ligação ao piso habitacional e ao torreão contíguo, facilitando o acesso dos habitantes ao serviço religioso. O Paço da Sempre Noiva era particularmente interessante por elementos decorativos exteriores, que foram arrasados ou desvirtuados por obras realizadas no séc. XIX.

    Solar da Sempre Noiva - Nª Srª da Graça do Divor

    Freguesia de Nª Srª de Guadalupe
    É uma das mais recentes freguesias do concelho de Évora, criada em 1985, a partir da de NªSrª da Graça do Divor. A sede fica na localidade de Guadalupe e integra a de S. Matias, sede de extinta freguesia do séc. XVI e local de referência da nova freguesia. Guadalupe tinha, outrora, o nome de Água de Lupe, e tem, à sua volta, bastantes vestígios da pré-história – o homem ocupou a região à volta por se tratar de terreno fértil, e clima propício à prática agrícola. Antas, cromeleques, menires, grutas com gravuras e outro tipo de vestígios foram deixados para a posteridade.
    O nome da freguesia deve-se a uma ermida dedicada a Nª Srª de Guadalupe – construída no local onde existia um pequeno oratório, foi inaugurada só em 1615, 6 anos após a fundação.
    - Cromeleque dos Almendres – fica a 5 km de Évora, é o maior monumento megalítico da Península Ibérica. Foi construído há cerca de 7000 anos, no início do Neolítico, na altura em que surgiram, na europa ocidental os primeiros pastores e agricultores, na sequência das transformações culturais da época. Pensa-se que o recinto dos Almendres teria uma planta em forma de ferradura, aberta a nascente, e que terá sofrido acrescentos e remodelações – a forma actual do monumento, complexa, resultará dessas alterações e de amputações muito recentes. Hoje em dia, é constituído por cerca de uma centena de monólitos, alguns decorados.
    Pensa-se que a escolha do lugar para erigir o monumento terá tido a ver com a estrutura do terreno, a rede hidrográfica e, simultaneamente, os fenómenos astronómicos mais notórios relacionados com os movimentos anuais do Sol e da Lua. Nas imediações de Évora, a Oeste, existem outros dois recintos do mesmo tipo – Portela de Mogos e Vale Maria do Meio.

    Cromeleque dos Almendres-Guadalupe

    - Menir do Monte dos Almendres – para além do conjunto já referido, existem alguns menires isolados, como o Menir do Monte dos Almendres – exemplar de forma ovóide alongada, característica dos que estão na região de Évora, com um báculo gravado em baixo-relevo, na parte superior. O báculo aparece muito nos menires alentejanos, como nos bretões, dado ele representar a economia neolítica, em que a pastorícia teve lugar de destaque; o báculo, representa também a ideologia neolítica, cujos temas dominantes eram o domínio da natureza, a domesticação de animais e plantas…Alguns dos menires foram decorados com motivos que tendiam já a uma representação do homem, da figura humana. A localização deste menir tem a ver com a do Cromeleque dos Almendres – o menir, visto a partir do recinto, indica a posição do nascer do sol, no maior dia do ano, o do Solstício de Verâo.

    Menir dos Almendres

    - Anta do Zambujeiro – é a maior anta da região, fica na Herdade da Mitra, na freguesia de Valverde, a 15 km de Évora.
    As antas são “monumentos funerários colectivos que correspondem, de uma forma geral, a uma segunda faze do megalítico regional”; foram construídas, na sua maioria, nos finais do Neolítico, há menos de 6000 anos. A Anta Grande do Zambujeiro será a mais alta do Mundo, com grandes esteios de granito que têm cerca de 6m de altura. É constituída por uma câmara delimitada por sete esteios, com um outro de fecho, por cima da entrada da câmara e um corredor longo. Todo o conjunto era coberto com tampas monolíticas. A laje de cobertura da câmara está hoje sobre a mamôa ou anta, do lado poente. Para além da anta, podem ver-se, junto a ela, dois blocos graníticos, de grandes dimensões, um, em forma de paralelepípedo, à entrada do corredor e o outro, mas imediações, com a face exposta crivada de covinhas.

    Anta do Zambujeiro - Guadalupe

    - Igreja Matriz – dedicada a Nº Srª de Guadalupe, séc, XVII, comprovado pela coexistência de elementos maneiristas numa estrutura tipicamente rural. No interior, nave única, com capela mor interessante. Foi muito danificada e profanada aquando do ciclone de 1941. Por ordem da CM Évora da altura, muito património da Igreja foi levado para uma outra, em construção, na freguesia de Azaruja mas, nos anos 60, também por iniciativa da CM Èvora, foi consolidada a estrutura de dois alpendres romeiros do séc, XVII.
    - Igreja de S. Matias - a frontaria foi sendo modificada, ao longo dos tempos, embora essas intervenções arquitectónicas não lhe tenham tirado a característica manuelina.

    Igreja de S. Matias

    - Capela de Nª Srª de Monserrate – ermida de linhas arquitectónicas simples que pertenceu durante vários séculos ao Colégio de S. Paulo. Está localizada na Qtª da Provença e tem, no interior, imagens de Nº Srª da Conceição, de S. Francisco, e da Nª Srª de Monserrate, do séc. XVI e outras pinturas, a mais antiga das quais é datada de 1755.

    Capela de Monserrate

    - Castelo do Giraldo – Este povoado Neolítico, rodeado por muralha de pedra solta, praticamente circular, fica nos contrafortes da Serra de Monfurtado. Por volta dos anos 60 aqui foram encontrados machados de pedra polida, pontas de seta de sílex, mós manuais de granito e fragmentos de cerâmica. Diz a tradição que este local teria sido ocupado pelo castelo de Geraldo Sem Pavor, antes da conquista de Évora aos mouros.

    Castelo do Giraldo

    Freguesia de Nª Srª da Tourega - como a generalidade das freguesias do concelho de Évora, podem encontrar-se nesta freguesia, vestígios de civilizações pré-históricas e da ocupação romana. Esta freguesia em particular, foi habitada por romanos de certa “posição”
    - Ermida de Stª Comba e Anonimata – dedicada aos mártires, Stª Comba e Stª Anonimata, sua irmã, que terão sido sacrificadas no ano 305 da era cristã, durante o governo do pretor Dacinao. Já há muitos anos que deixou de estar ligada ao culto. Data do séc. XVI

    Ermida de Stª Comba-Tourega

    - Fonte de Santa Comba - fica próxima da Ermida do mesmo nome, onde fica também o poço onde caíram as cabeças das duas irmãs degoladas. Milagrosamente as águas passaram a ter acção benéfica em relação a várias doenças, pelo passaram a ser consideradas santas, tendo passado a fonte a chamar-se de Fonte

    Fonte de Stª Comba - Tourega

    - Ruínas Romanas – perto da igreja paroquial e do cemitério, ficam “as Martas”, denominação que o povo lhes dá e que são o que restou de umas termas romanas - três tanques de banhos, rectangulares, constituídos por muros de argamassa e “beton”, qualquer deles com mais de 20m de comprimentos e quase 5m de largura

    Ruinas romanas - Tourega

    Freguesia de Stª Maria de Machede - Machede é a transposição para o latim do termo árabe "madchas", que significa Terra do Senhor ou Lugar Santo.
    - Igreja Paroquial – foi construída em 1624, em cima de um pequeno e velho templo gótico, que datava do reinado de D. Afonso II. Tem 1 nave, coberta por tecto coberto de caixotões, paredes cobertas por azulejos de tapete, polícromos, do séc. XVII. Nas paredes tem também 12 painéis com temas e personagens do Velho Testamento e da Mitologia, do séc. XVII. Tem vasto adro murado.

    Freguesia de S. Bento do Mato
    - Dois esteios de uma anta, incluídos na parede do altar-mor da Igreja de S. Bento do Mato provam a sua origem pré-histórica, assim como outras antas, nas herdades de Fonte Boa, Álamo e Azarujinha. Em outras herdades se encontram também vestígios da ocupação romana
    - Pelourinho, séc. XVIII, símbolo dos extintos coutos das Bruceiras, terras isentas de justiça real e patrimoniais dos fidalgos Lobo Saldanha e depois Condes de Galveias.
    - Palácio do Conde de Azarujinha, séc. XIX
    - Castelo Ventoso – esta herdade foi doada à Mitra de Évora, em 1430 e, em 1572 pertencia à Fábrica da Sé de Évora e era habitada por um lavrador. O Cardeal D. Henrique integrou esta herdade nos bens da Companhia de Jesus, onde ficou, até à sua extinção. No fim do séc. XIX o solar foi ampliado pelo proprietário, que reconstituiu alguns retábulos de azulejos do séc. XVIII. Tem, ainda, no interior uma capela seiscentista com altar de talha, rococó, do início do séc. XVIII e pinturas de Maria de Lurdes Braamcamp.
    - Praça de Touros – passou por várias mãos mas, segundo a tradição, foi a primeira praça de touros do País, que serviu de modelo à do Campo Pequeno. De acordo com registos encontrados, já existia em 1861 e sofreu grandes alterações em 1873.
    - Igreja Paroquial – a que agora existe, substituiu a do séc. XVI, da qual subsistem a capela-mor (cujas paredes assentam numa anta desmantelada), a sacristia, e o arcobotante, que serve de escada para o campanário. Está bastante arruinada.
    - Ermida de Nª Srª do Monte do Carmo – séc. XVIII, data da época área das peregrinações de D. José e D. Maria I e fica a 2 km de Azaruja

    Freguesia de S. Manços - esta freguesia está ligada à tradição de S. Manços, considerado o 1º bispo de Évora – ele terá estado sepultado na sua igreja paroquial, de onde os cristãos o levaram, em 714, durante a invasão árabe, para Vila Nueva de S. Mancio, em Palência, onde existiam já, no séc. VII, duas igrejas a ele dedicadas.
    - Igreja Matriz – finais do séc. XVI, inícios séc. XVII, foi construído no local de outra, mais antiga, que a Sé fundara, no séc. XV. Em 1962, sofreu obras de beneficiação, no interior, que alteraram, bastante, a nave, tendo perdido talha, azulejaria e escultura, dos séc. XVII e XVIII. Escavações mais recente, e o restauro da abside, mostraram elementos arquitectónicos romanos. A observação mais cuidada da capela-mor dá a ideia que seria de origem visigótica. A igreja tem uma fachada de duas torres com alpendre de três arcos de volta abatida.

    Igreja Matriz de S. Manços

    Freguesia de S. Miguel de Machede
    - Igreja de S. Miguel Arcanjo, Matriz de S. Miguel de Machede
    - Ermida do Paço da Quinta
    - Antas

    Freguesia de Torre de Coelheiros
    - Anta da Herdade da Murteira – típica arquitectura funerária, comum aos vestígios megalíticos da região
    - Anta da Herdade da Tisnada – está bastante danificada, embora se perceba ainda a sua composição original. Esta anta está integrada no conjunto de vestígios megalíticos.

    Anta da Tisnada - Torre de Coelheiros

  • Gastronomia

    A cozinha alentejana, hoje em dia cultivada na generalidade dos restaurantes em Évora, é muito rica de sabores, assentando no pão, no porco e no borrego, combinando sabiamente estes ingredientes com as magníficas ervas aromáticas – coentros, poejos, orégãos e hortelã, o louro. Para completar, e dar o toque essencial, o azeite das belas oliveiras. Os alhos, as cebolas dão também uma boa ajuda.
    Simultaneamente, temos os enchidos, os queijos curados ou frescos, as azeitonas e tão importantes como o já mencionado, os doces conventuais, lindos, para além de deliciosos. Évora tem uma produção” DOP- Denominação de Origem Protegida” de queijo e de vinho.
    No que se refere ao vinho, destaca-se, na zona de Évora a Adega da Cartuxa, que produz vários tipos de vinho, qual deles o melhor… No concelho existem adegas que organizam visitas para dar a conhecer como são feitos os vinhos e propõem provas de vinho, acompanhadas de petiscos regionais. Também possuem lojas de venda directa ao público.

    A bela açorda Alentejana                           Ensopado de Borrego

    Os ingredientes referidos, que despertam de imediato o olfacto, poderão reunir-se (claro que não todos de uma vez!) para nos apresentar um ensopado de borrego, uns pezinhos de porco de

    Pezinhos de Coentrada

     coentrada, uma açorda à alentejana, com bacalhau, migas com carne de porco, uma sopa de cação, uma sopa de tomate, uma sopa da panela, um gaspacho, uma poejada de bacalhau, e, para completar a refeição, a sericaia, a encharcada, o bolo rolão, as queijadas, o pão de rala, as azevias de grão – estas faziam-se também na altura do carnaval e, como partida, substituía-se o recheio, normalmente de grão e amêndoa, delicioso, por algodão. Depois fritava-se, tal como as outras, colocando-as no meio… alguém salivando na expectativa de um sabor delicioso mastigava algodão!

    Encharcada, para adoçar a boca                 e Queijadas, também muito boas          

  • Feiras, Festas e Romarias

    Évora - cidade
    - Feira de S. João, no Rossio de S. Brás
    - Feiras no Largo, temáticas (velharias, livro usado, artesanato, verde e agricultura
       Biológica, mostra de arte), na Praça 1º de Maio
    - Festa em Honra de S. Pedro
    - Festa de Stº António
    - Festa de S. Mamede
    - Feira das Velharias, mensal
    - Festas da cidade

    Bacelo
    - Festa em Honra de Nª Srª de Fátima
    - Festa em Honra de Nª Srª dos Aflitos

    Canaviais - Festa em Honra de Nª Srª da Boa Esperança

    Horta das Figueiras – Festas Populares

    Guadalupe – Festa em Honra de Nª Srª de Guadalupe

    Malagueira – Festa em Honra de Nª Srª da Boa Fé

    Nª Srª da Graça do Divor – Festa de Nª Srª da Graça do Divor

    Nª Srª de Machede – Festas Tradicionais de Verão em Honra de Nª Srª da Natividade

    S. Bento do Mato
    - Festa em Honra de Nª Srª do Carmo
    - Festa do Espírito Santo
    - Feira Anual da Azaruja

    S. Manços
    - Festa em Honra de Nª Srª da Ajuda
    - Festa em Honra de S. Manços
    - Feira Franca de S. Manços

    S. Miguel de Machede
    - Festa em Honra de S. Miguel de Machede
    - Festa em Honra de Nª Srª dos Esquecidos
    - Festa da Pinha

    S. Sebastião da Giesteira
    - Festa em Honra de S. Sebastião da Giesteira
    - Festa em Honra de Nª Srª da Guia
    - Festa dos Castelos

    S. Vicente do Pigeiro
    - Festa em Honra de Nª Srª~da Luz
    - Festa em Honra de S. Vicente do Pigeiro

    Torre de Coelheiros
    - Encontro de Grupos Corais Alentejanos
    - Festas de Verão e do Emigrante
    - Festa em Honra de Nª Srª do Rosário

    Tourega
    - Festa em Honra de Nª Srª da Tourega
    - Festa em Honra de S. Brás 

  • Acessos e Distâncias
    LISBOA 133 km PORTO 414 km
    Aveiro 347 km Guarda 286 km
    Beja  81  km Leiria 234 km
    Braga 452 km Portalegre 100 km
    Bragança 457 km Santarém 161 km
    Castelo Branco 188 km Setúbal  98 km
    Coimbra 294 km Viana do Castelo 473 km
    Évora    0 km Vila Real 472 km
    Faro 225 km  Viseu 379 km
  • Itinerários Possíveis

    Itinerário 1
    Évora  (A) – S. Miguel de Machede (B) – S. Bento do Mato (C)– Canaviais (D) – Bacelo (E) –Évora (F)
    Visita de Évora,  dos seus pontos de interesse, bem como os das freguesias indicadas. Ver o património disponível e, sobretudo a paisagem envolvente.

    Total de km - 58 km
    Tempo de percurso - 59 minutos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais


    Itinerário 1

    Itinerário 2
    Évora(A) – Nª Srª da Graça do Divor (B) – S. Sebastião da Giesteira (C) – Nª Srª de Guadalupe (D)  – Évora  ( E)
    No dia deste itinerário, é preferível não visitar nenhum monumento de Évora porque  O Cromeleque dos Almendros  e a Anta do Zambujeiro irão consumir muito tempo… o que vale a pena. 

    Total de km - 54 km
    Tempo de percurso - 55 minutos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais

     Itinerário 2

    Itinerário 3
    Évora (A) – Malagueira (B)  – Nª Srª da Tourega (C) – Torre de Coelheiros (D) – Horta das Figueiras (E)  - Évora (F)
    Visita de Évora  e das freguesias indicadas e dos respectivos patrimónios. Para além do património,  merece também atenção a paisagem envolvente.

    Total de km - 83 km
    Tempo de percurso -1h 29 minutos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais

    Itinerário 4

    Itinerário 4
    Évora (A) – S. Manços (B)  – S. Vicente de Pigeiros (C) – Nª Srª de Machede (D) – Évora (E) 
    Visita de Évora e das freguesias indicadas e dos respectivos patrimónios. Para além do património,  merece também atenção a paisagem envolvente.

    Total de km - 75 km
    Tempo de percurso – 21hora e 17 minutos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais


    Itinerário 4

    Itinerário 4
    Dentro da cidade de Évora 
    Visita de Évora e dos monumentos enumerados acima.

    Total de km - 7 km
    Tempo de percurso – impossível calcular o tempo, pela demora das visitas
    Estradas - por ruas da cidade

    Itinerário 5-Na cidade de Évora

  • Parceiros ACP

    PARCEIROS ACP
    Abaixo estão os links para todos os parceiros existentes no Distrito de Évora, a que o Concelho de Évora pertence, e que oferecem descontos aos sócios, mediante a apresentação do cartão de sócio.

    Hotéis
    - Solares
    Turismo Rural
    Restaurantes 

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