Reguengos de Monsaraz

Um monumento entre a planície e o Alqueva

O concelho de Reguengos de Monsaraz fica enquadrado, a Este, pela albufeira da Barragem do Alqueva. Faz parte do distrito de Évora, e é maioritariamente agrícola, produzindo cereais, olivais e vinhas. É um concelho recheado de monumentos, maioritariamente megalíticos, sobretudo à volta da Vila de Monsaraz, a primitiva cabeça de concelho.

O clima aprazível permite passear, pescar e caçar nas belas paisagens envolventes. Também atrativas são as atividades aí desenvolvidas,  como o artesanato, em S. Pedro do Corval, o maior centro oleiro de Portugal. A gastronomia é, como a alentejana em geral, rica de sabores. Sendo uma zona de vinha, os vinhos, sempre consumidos com moderação, claro, também contribuem para satisfazer o visitante.

Depois de 1640, proclamada a independência da coroa espanhola, a dinastia de Bragança inaugura o seu domínio político - começa a Guerra da Restauração, com Castela. Isso mesmo leva à construção de fortificações ao longo da fronteira, de norte a sul. Também Monsaraz foi dotada de novo sistema defensivo, com a construção de fortes no estilo Vauban, que continuam a marcar a área da cidade. Então, Monsaraz era uma das mais importantes praças fortes da região sul.

Nos arredores de Monsaraz, em terrenos pertencentes à casa de Bragança e a partir da Restauração, desenvolve-se um povoado que deu origem à aldeia nova dos Reguengos, mais tarde cidade de Reguengos e depois Reguengos de Monsaraz. O crescimento foi marcado pela persistência dos moradores, que desenvolveram o artesanato laneiro e ao cultivo da vinha – assim foi criada, em 1752, uma nova freguesia – Reguengos – formada pelos povoados denominados Reguengos de Cima e Reguengos de Baixo. No séc. XIX, Reguengos passou a vila e, de seguida, foi feita a transferência da sede do concelho de Monsaraz, que existia como tal desde o séc. XIII, para Reguengos de Monsaraz ainda no mesmo século. Em 2004 passou a cidade.

  • Onde?

    Reguengos de Monsaraz – o concelho fica enquadrado, a este, pela albufeira da Barragem do Alqueva. Faz parte do Distrito de Évora, e é maioritariamente agrícola, produzindo cereais, olivais e vinha. É um concelho recheado de monumentos, maioritariamente megalíticos, sobretudo à volta da Vila de Monsaraz, a primitiva cabeça de concelho. O clima, aprazível, permite belos passeios, pescar, caçar… nas belas paisagens envolventes.
    Também atractivas são actividades aí desenvolvidas, tal como o artesanato, em S. Pedro do Corval, o maior centro oleiro de Portugal. A gastronomia é, como a alentejana em geral, rica de sabores. Sendo uma zona de vinha, os vinhos, sempre consumidos com moderação, claro, também contribuem para satisfazer o visitante.

    Reguengos de Monsaraz -um aspecto

  • O quê?

    Depois de 1640, proclamada a independência da coroa espanhola, a dinastia de Bragança inaugura o seu domínio político, começa a Guerra da Restauração, com Castela. Isso mesmo leva à construção de fortificações ao longo da fronteira, de norte a sul. Também Monsaraz foi dotada de novo sistema defensivo, com a construção de fortes no estilo Vauban, que continuam a marcar a área da cidade. Então, Monsaraz era uma das mais importantes praças fortes da região sul.

    Monsaraz - primitiva sede de concelho

    Nos arredores de Monsaraz, em terrenos pertencentes à casa de Bragança e a partir da Restauração, desenvolve-se um povoado, que deu origem à aldeia nova dos Reguengos, mais tarde cidade de Reguengos e depois Reguengos de Monsaraz. O crescimento foi marcado pela persistência dos moradores, que desenvolveram o artesanato laneiro e o cultivo da vinha – foi criada, em 1752, uma nova freguesia – Reguengos – formada pelos povoados denominados Reguengos de Cima e Reguengos de Baixo. No séc. XIX ,Reguengos passou a vila e, de seguida, foi feita a transferência da sede do concelho de Monsaraz, que existia como tal desde o séc. XIII, para Reguengos de Monsaraz, ainda no mesmo século. Em 2004 passou a cidade.

    Reguengos de Monsaraz - uma imagem do centro 

  • Património a descobrir

    - Igreja Matriz de Stº António – Foi lançada a primeira pedra em Outubro de 1887. É um dos melhores exemplos das igrejas neogóticas em Portugal, com o exterior marcado pela torre sineira. É dedicada a Stº António, construída de acordo com o projecto de António José Dias da Silva, que também assinou os da Praça do Campo Pequeno, em Lisboa. Foi, assim construído um edifício com características do espírito romântico da época gótica-manuelina. Tem planta em cruz latina, interior de três naves, transepto saliente e, na zona da cabeceira tem 3 capelas. A torre sineira está situada a meio da fachada. O corpo da nave marcado por grandes arcobotantes e a localização da torre sineira a meio da fachada dão a esta igreja a classificação de neo-gótica.

    Igr. Matriz stº António-Reguengos Monsaraz

    - Capela de Nª Srª dos Remédios (ou Ermida de Nª Srª dos Remédios do Esporão) – A Herdade do Esporão é uma das mais antigas propriedades, uma vez que se encontrava já delimitada em 1267, altura em que pertencia a um Juiz de Évora. No entanto, só em 1427 seria instituído o morgadio do Esporão. Na 2ª metade do séc. XV foi edificada a Torre ou Castelo do Esporão, dentro da herdade, por ordem de Álvaro Mendes de Vasconcelos, cavaleiro da casa do Duque de Bragança e regedor da cidade de Évora, que detinha o morgadio. No início do séc. XVI, o morgado João Mendes de Vasconcelos, diplomata nas cortes de D. Manuel I e D. João III, mandou edificar, na área da propriedade, uma Ermida dedicada a Nª Srª dos Remédios que, de imediato se tornou objecto de culto popular na região, o que se manteve até ao séc. XVIII.
    A Capela tem uma estrutura curiosa, coroada por merlões, de certo ar militar, seguinto o tardo-gótico alentejano. O corpo principal é antecedido por uma galilé rectangular, aberta por três arcos plenos, que foi edificada no séc. XVIII. A decoração no interior é praticamebnte inexistente. O corpo da nave é coberto por abóbada de aresta, assente sobre mísulas de gosto manuelino, cujas chaves ostentam a cruz de Cristo e o escudo de armas dos primitivos padroeiros.  A capela mor é coberta pelo mesmo tipo de abóbada, tem altar e nicho com imagem da padroeira – mas todo o espaço é coberto com pinturas murais, de exuberantes ornamentos e molduras que integram alegorias marianas e do Espírito Santo, executadas em 1711, por uma oficina eborense, pensa-se.

    Capela Srª Remédios Esporão-Reg. Monsaraz

    - Torre do Esporão, Castelo de Esporão ou Solar da Herdade do Esporão – fica dentro da Herdade do Esporão e foi Álvaro Mendes de Vasconcelos, já referido relativamente à Capela de Nª Srª dos Remédios, que mandou edificar a Torre do Esporão – é um símbolo da arquitectura militar alentejana, nos últimos anos do gótico, não tendo função militar, era somente um edifício que se prendia com questões de afirmação pessoal – era costume, na época, das famílias nobres, em ascensão, mandarem edificar nos seus senhorios ou nas cidades onde viviam, torreões que serviam de residência ou de local de pernoita, somente com o objectivo de salientar a pureza da sua linhagem. Assim aconteceu com esta família. É de planta quadrangular, com três pisos, janelas nos dois superiores e uma escada exterior para acesso ao 2º andar. O que hoje se vê não corresponde à edificação primitiva, alterada pelos sucessivos proprietários que, infelizmente, a foram deixando degradar-se, até ao séc. XX – em 1973 a Herdade do Esporão foi comprada por uma firma que custeou obras de requalificação da Torre que alteraram não só o exterior, como os espaços interiores.

    Torre do Esporão - da Herdade-Reg. de Monsaraz

    - Busto de bronze de Manuel Augusto Mendes Papança - busto para homenagear o benemérito reguenguense, a quem se deve, em grande parte o engrandecimento do concelho. Ele foi presidente da Câmara a partir de 1850 e o seu primeiro cuidado foi pagar, à Fazenda, do seu próprio bolso, 8 mil réis em dívida. Mandou construir o edifício dos Paços do Concelho, ainda em funcionamento, o cemitério e o hospital da Santa Casa da Misericórdia. Mandou também calcetar ruas, melhorar estradas e poços para o abastecimento público. O busto, foi fundido em 1932.

    Busto em Bronze- Reguengos de Monsaraz

    - Capela de Nossa Senhora da Caridade – foi fundada no séc. XV, 1424, altura em que se chamava Stª Maria da Caridade. Pertencia a freguesia de Nª Srª da Caridade que, entretanto foi anexada à de Reguengos de Monsaraz

    Capela de Nª Srª da Caridade - freg. de Caridade

    - Bloco de Granito Insculturado, na Herdade da Capela – é um bloco natural de granito, profusamente insculturado, com o que parecem ser pegadas de animais. Foram executadas entre os 4º e 3º milénios a.C e faz parte do “universo megalítico eborense”. Nas imediações fica localizado um cromeleque do qual só chegou, aos nossos dias, um menir.
    - Cromeleque dos Perdigões – núcleo de seis menires, na Herdade dos Perdigões – datam também entre o 4º e o 3º milénios a.C., ficam num vasto olival. O maior, com cerca de 2 m, cilíndrico, tem diversas pequenas covas alinhadas no sentido do comprimentos, talvez produto da erosão, encontra-se erecto, enquanto todos os outros estão tombados.
    - Menir das Vidigueiras - localizado na Herdade ou Quinta das Vidigueiras – data da mesma altura dos anteriores, e está situado numa planície junto à Ribeira do Álamo, isolado mas em harmonia com a paisagem e perto da Anta das Vidigueiras – agora está tombado no chão.

    Menir das Vidigueiras - Reguengos de Monsaraz

    - Castelo Velho do Degebe – é um povoado proto-histórico, fortificado, edificado durante a 2ª Idade do Ferro, localizado num esporão rochoso e envolvido por uma muralha feita de pedra seca e escarpa natural, junto ao Rio Degebe.

    Freguesia de Monsaraz
    - Cromeleque do Xerez ou Conjunto Megalítico da Herdade do Xerez - data também do início do 4º, meados do 3º milénios a.C. Tem, no centro, um menir fálico com cerca de 4 m de altura, covinhas numa das faces e, à volta, cerca de 50 menires com alturas que não ultrapassam o 1,5m. Foi transferido, em 2004 para a aldeia de Telheiro, perto do Convento da Orada, por causa das obras da Barragem do Alqueva

    Cromeleque do Xerez - Freg. de Monsaraz

    - Menir do Outeiro – no sítio do Penedo Comprido, cerca de 5 km a norte de Monsaraz – data da mesma altura do Cromeleque do Xerez, e foi erguido numa planície junto à colina de Monsaraz, tem 5,6 m de altura e 1 m de diâmetro, podendo considerar-se o mais impressionante menir, isolado, da Península Ibérica e um dos mais notáveis da Europa.

    Menir do Outeiro - Freg. de Monsaraz

    - Menir da Bulhoa ou da Abelhoa – data também do 4ª/3º milénios, a.C. Fica muito perto de Monsaraz, embora, como é apanágio destes monumentos, isolado. Foi encontrado, derrubado, em 1970, sem a base, à qual terá sido dada uma qualquer utilidade… Tem 4m de altura e 1 de diâmetro e está decorado com gravuras com motivos solares, um báculo, e também linhas quebradas, onduladas, serpenteadas e zigezagueantes.

    Menir da Bulhoa - Freg. Monsaraz

    - Conjunto Megalítico do Olival da Pega – como os anteriores, a sua origem situa-se nos 4º/3º milénios a.C. Conjunto em que sobressai a designada Anta 1 ou Anta Grande do Olival da Pega, parte de um vasto conjunto, pelo que se conclui, dos esteios de câmaras encontrados, aquando do estudo feito. A monumentalidade desta Anta é demonstrada pelo espólio funerário que foi encontrado – cerca de 134 placas de xisto e 200 vasos cerâmicos, que provam a utilização deste monumento como grande necrópole de características colectivas. Alguns investigadores nacionais pensam que as estruturas funerárias anexadas a esta Anta 2 serão derivações do mesmo monumento principal, que terá sido bloqueado em certa fase da sua utilização. Pensa-se também que seria através destas estruturas que se acederia a outras sepulturas de cúpula.

    Anta do Olival da Pega - Freg. Monsaraz

    O espólio encontrado nestas construções megalíticas do Olival da Pega, era notável – as placas de xisto tinham decorações geométricas e, outras, a “Deusa-Mãe”, representada por olhos gravados, alguns dos quais em forma de sol. Este Conjunto Megalítico fica localizado próximo da localidade de Telheiro, junto à Ribeira da Pega, a 14 km de Reguengos de Monsaraz.
    - Atalaia de S. Gens ou Torre de S. Gens do Xerez – foi construída em 1646 e era designada Atalaia do Alto de S. Gens, parte do plano defensivo dos portos do Guadiana, durante a Guerra da Restauração, reforçando a linha defensiva Monsaraz. Fica na estrada que liga Telheiro ao “Moinho do Gato”

    Atalaia de S. Gens - Freg. de Monsaraz

    - Porta da Vila (Monsaraz) – esta é a porta mais característica de Monsaraz porque, na parte interior tem inscritas duas marcas-padrão, destinadas ao comércio do pano. Para além disso, é o acesso principal da Vila, cuja muralha tem dois cubelos semi-cilíndricos – o de poente, encimado pelo campanil do relógio, construído no tempo de D. Pedro II, tem um tecto nervurado e, no topo da cúpula, um sino fundido por artistas estrangeiros, datado de 1692. Acima do fecho gótico do arco da porta, vê-se uma lápide comemorativa da consagração do reino à Imaculada Conceição, em 1646, pelo rei D. João IV.

    Porta da Vila - Freg. de Monsaraz

    - Porta d’Évora – era por esta porta que entrava, na vila, a estrada romana que vinha de Moura. Era granítica e flanqueada a sul por um cubelo defensivo

    Porta d'Évora-Freg. Monsaraz

    - Porta d’Alcoba – a sul, é uma porta de cantaria de granito, ogival, hoje chamada de Alcoba, embora no séc. XVII fosse chamada de “Porta Dalcoba”

    Porta d'Alcoba - Freg. Monsaraz

    - Porta do Buraco

    Porta do Buraco - Freg. Monsaraz

    - Ermida de Stª Catarina de Monsaraz – fica nos arredores de Monsaraz e tem uma estrutura acastelada, que alguns pensam ter uma filiação templária. Pensa-se que tenha sido fundada no séc. XIII e é constituído por dois corpos distintos – um rectangular, a nave, e outro hexagonal que é a abside. A fachada é simples, com u m portal recto, encimado por um óculo e a abside é rematada por um conjunto de merlões. No interior, a nave acede à abside por um arco românico e aquela é coberta por cúpula ogival, sob a qual foram rasgados arcos de volta perfeita, rematados por friso denticulado. O outro corpo, a torre, foi construída no séc, XVI.

    Ermida de Stª Catarina - Freg. de Monsaraz

    - Pelourinho de Monsaraz – constitui o símbolo da jurisdição e da autonomia do concelho e, embora a vila tenha tido foral logo em 1276, confirmado por D. Manuel el 1512, o pelourinho data do séc. XIX e é em mármore da região – o capitel é delicadamente lavrado e sustenta uma roca decorada com caneluras e motivos vegetais e encimada por u m pináculo bojudo com folhas de acanto.

    Pelourinho - Freg. de Monsaraz

    - Igreja de Nª Srª da Lagoa – a igreja original data do séc. XIII. A referência mais antiga é do tempo de D. Dinis – desapareceu no reinado de D. João I, e ergueu-se depois este novo templo. A Igreja actual data do séc. XVI, renascentista, de três naves. O altar-mor é em talha dourada, apresentando duas grandes estátuas, de Stº Agostinho e de Stª Mónica, vindas do Convento dos Agostinhos descalços, da Orada

    Igr. Nª Srª da Lagoa - Freg. Monsaraz

    - Casa da Inquisição – Este curioso edifício de dois pisos com um belo painel de azulejos na frontaria, fica na Rua do Quebra-Costas e foi a Casa da Inquisição. O povo descreve-a como um local de tortura, mas não existem provas documentais de que tivesse sido.

    Casa da Inquisição - Freg. Monsaraz

    - Capela de S. José – foi construída em 1708 em cima de uma moradia do séc. XV. Era destinada a ministrar os sacramentos aos presos da cadeia da comarca.

    Capela S. José - Freg. Monsaraz

    - Antigos Paços de Audiência e Fresco do Bom e Mau Juiz – foi, em termos arquitectónicos, o edifício civil mais nobre e mais representativo de Monsaraz antiga. Fica na Rua Direita. Data do 2º quartel do séc. XIV, edificado durante os reinados de D. Dinis e D. Afonso IV, em função do desenvolvimento económico e administrativo da vila. Chegou a servir de cadeia.

    Paçços,-Tribunal - Freg. Monsaraz                       Painel Pintado, nos Paços -Freg. Monsaraz

    A sala do tribunal foi decorada no séc, XV e tem um fresco que ficou, durante séculos, por detrás de um tabique de tijolo – só em 1958 foi descoberto e salvo da destruição – o tema do quadro, de finais do séc. XV, era profano, há que dizer.
    - Cisterna – foi construída no final da Idade Média e fica na parte oriental, junto ao pano de muralha, a nascente da porta medieval do Buraco. A ocidente, é delimitada pela Travessa do Buraco e por um arco gótico de pedra, que dava passagem ao colector geral das águas. No terraço, depositavam-se as águas pluviais que passavam por caleiras presas aos beirais dos telhados e que penetravam no depósito por dois gargalos rebordados em pedra. Esta cisterna, muito grande, armazenava as águas pluviais de Monsaraz e era o principal reservatório para o abastecimento da população.

    Cisterna - Freg. de Monsaraz

    - Igreja de Santiago – é de fundação remota, mas pensa-se que já existiria na 2ª metade do séc. XIII. Terá sido uma benesse da Ordem de Santiago da Espada e depois integrada na Ordem de Cristo – no entanto, só a moldura de uma porta gótica subsistiu… o que existe hoje data do reinado de D. José I, uma vez que foi destruída pelo terramoto e depois reconstruída pela Câmara Municipal

    Igreja Santiago - Freg. Monsaraz

    - Ermida ou Capela de S. Bento – foi fundada em finais do séc. XVI, com as contribuições dos moradores, para poder ter os cultos dominicais. É simples, fica junto à porta da vila mas foi abrangida pela muralha construída à volta da vila, durante as guerras da Restauração

    Capela S. Bento - Freg. Monsaraz

    - Capela de S. João Baptista – é o mais antigo monumento de Monsaraz, também conhecida como “cuba muçulmana”. Era, inicialmente, um edifício fúnebre ou um pequeno santuário muçulmano do califado almóada, séc. XI-XII, mais tarde cristianizado – o califado Almóada foi criado em Marrocos, dominou o Norte de África e veio para a Península Ibérica para suster a reconquista cristã.

    Capela S. João Baptista-Freg. Monsaraz

    É um monumento cúbico, com cúpula hemisférica de tijolo vermelho. Numa face, vê-se vestígios de um arco de grande volta que poderia ter envolvido o arco em ferradura, porta de acesso, anterior à cristianização. Considerando o domínio desta zona pelo reino mouro de Badajoz, esta cuba só pode ter sido um santuário muçulmano ou um oratório erguido no recinto de um cemitério, para recolher e guardar os despojos de um santo muçulmano. A cuba de Monsaraz está erguida num antigo cemitério rupestre, depois islamizado e, ritualmente purificado, após a Reconquista Cristã. Foi também convertido em igreja, tendo como orago S. João Baptista, padroeiro dos Hospitalários e dos Templários.
    - Hospital do Espírito Santo e Casa da Misericórdia – a albergaria do Espírito Santo, ao serviço dos peregrinos vindos da Andaluzia e da margem esquerda do Guadiana, foi construída no séc. XII. Esta Albergaria e a Ermida de S. Lázaro, fora de portas, eram os dois pontos de assistência na Monsaraz medieval. A fundação da Misericórdia foi obra do Duque D. Jaime de Bragança, donatário da vila – em 1520 reuniu os notáveis da vila e os irmãos da confraria do Espírito Santo e concedeu a esta estatuto baseado no compromisso manuelino das Misericórdias. O edifício teve grandes obras de restauração e ampliação nos sécs. XVII-XVIII. No interior pode ver-se um painel de tábua representando a Descida da Cruz, pintura datável de 1560.

    Hospital Espírito Stº-Freg. Monsaraz

    - Igreja da Misericórdia – está integrada no Hospital do Espírito Santo e foi fundada após a criação da Misericórdia, no séc. XVI. Na fachada, tem o escudo régio de D. José.
    - Igreja de S. Bartolomeu (hoje adaptada a residência particular ) – já existia em 1279, fora das muralhas, junto à Porta da Vila, no largo do mesmo nome. Aqui existe uma vasta necrópole de sepulturas rupestres, provavelmente cristãs.
    - Ermida de S. Lázaro – situa-se a este de Monsaraz, junto do caminho para a Ermida de Stª Catarina. Foi fundada no séc. XIV tendo como função o apoio religioso, espiritual, à leprosaria a ela anexa.
    - Convento de Nª Srª da Orada – foi fundado pelos Agostinhos descalços em 1670, mas o edifício actual data do séc. XVIII. A Orada de Monsaraz está ligado a D. Nuno Álvares Pereira, que aqui veio rezar, entre batalhas com os castelhanos. A construção do edifício actual foi iniciada em 1700 e, só em 1741 foi inaugurado, devido aos esforços dos priores da freguesia de Santiago do Convento. A fachada é de sóbria arquitectura barroca, que muitas ordens religiosas adoptaram. Tem um alpendre com um arco e duas amplas janela laterais, pilastras de ardósia trabalhada ladeando três janelas. O interior do alpendre com abóbada de aresta, tem três portadas – duas de xisto e a principal de mármore branco.
    A nave é pavimentada com tijoleira da região e pouco ornamentada, o que era comum aos mosteiros deste período. A capela-mor tem cobertura de aresta e é antecedida por elevado arco triunfal, apilastrado de ábacos e cornijas muito salientes.

    Convento de Nª Srª da Orada - Freg. de S. Pedro do Corval

    Freguesia de Campo
    - Igreja Paroquial de S. Marcos do Campo – foi construída no séc. XVI, havendo já referências a ela em 1534, e remodelada no séc. XIII. Nos sécs. XVII e XVIII foi Comenda da Ordem de Cristo em Monsaraz

    Igr. Matriz - S. Marcos do Campo

    Freguesia de Corval
    - Igreja Matriz de S. Pedro do Corval – existem referências à freguesia e à igreja, em 1534. A igreja antiga ainda conserva a influência manuelina. No séc. XVII, 1681, esta igreja era afamada pela romaria de Nª Srª do Rosário.

    Igr. Matriz - Freguesia S. Pedro do Corval

    - Ermida de S. Pedro ou da Senhora do Rosário – como algumas já referidas, esta igreja é já mencionada em 1534, pelo que terá sido construída no início do séc. XVI. A estrutura inicial, manuelina, terá sido aumentada e danificada a frontaria pelo terramoto de 1755. Foi reconstruída na segunda metade do séc. XVIII, tendo sido construída, do lado direito, da fachada, uma bela e imponente torre sineira. Tem planta rectangular, nave única com cinco tramos e capela-mor quadrada com dois altares laterais. O interior é coberto por abóbada e nele se distinguem duas capelas colaterais, uma com uma coluna toscana dedicada a Cristo crucificado, a outra aberta por arcos assentes em pilastras de alvenaria e dedicada a Nª Srª do Rosário. Nos anos 90 do séc XX foram descobertos frescos nas paredes da capela-mor, presumivelmente quinhentistas. A fachada tem, ao centro, um portal de moldura recta encimada por friso.

    Igreja de Nª Srª do Rosário ou de S. Pedrp-Freg. S. Pedro do Corval

    - Castelo da Vidigueira ou Torre das Vidigueiras – foi residência senhorial do séc. XV, início do séc. XVI. O primitivo edifício, era quadrangular, com três pisos e com janelões foi aumentado com um pavilhão, ao gosto romântico e, mais tarde com outros acréscimos a norte e a sul. O conjunto está integrado numa herdade, bem cuidada, que mantém um arranjo paisagístico que valoriza o imóvel
    - Olaria de S. Pedro do Corval – é o maior centro oleiro de Portugal, com cerca de 22 olarias. Esta arte vem dos tempos pré-históricos, devido à existência de depósitos de argilas adequadas. As peças decorativas e utilitárias são ainda hoje muito procuradas.

    S. Pedro do Corval-O maior centro oleiro de Portugal

    Existem ainda outras formas de artesanato, no concelho, tais como trabalhos em cobre, chocalhos tecelagem, na produção das características mantas alentejanas, com desenhos característicos

    Tecelagem - Mantas Alentejanas                                 Chocalhos - artesanato de Reguengos de Monsaraz

  • Gastronomia

    A alimentação não difere da generalidade dos concelhos alentejanos, assente no sábio aproveitamento de excelente pão, das ervas aromáticas, das azeitonas, do azeite, dos queijos de cabra e ovelha, do borrego, do porco e tudo o que ele pode dar, inclusive o presunto e os enchidos… Temos depois os peixes do rio, a caça – coelho, perdiz, lebre, javali…
    Queijo -que bom aspecto

    Assim, podemos referir a açorda de bacalhau, este sempre presente, as migas com carne de porco, ou com espargos, a sopa de cação, o ensopado de borrego, a lebre com feijão, o coelho em vinha d’alho, enfim, um nunca acabar de variantes. Também abundam os doces, dos conventuais, à base de ovos, açúcar, amêndoas e nozes – doce de ovos com amêndoa, sericaia - ao arroz doce. Como concelho rural que é, com o cultivo da vinha e da oliveira, há a consequente produção de azeite, cuja qualidade tem vindo a ser apurada e registada, e do vinho. É um concelho com tradições ancestrais na produção de vinho, que é de elevada qualidade. Várias adegas, algumas de renome como a da Herdade do Esporão, produzem belíssimo vinho, muito conceituado no mercado.

     Migas com Entrecosto           Uma das Vinhas de Reguemgos de Monsaraz

  • Feiras, Festas e Romarias

    Janeiro
    - Figuras do Presépio em tamanho real andam pela cidade
    - Feira de Janeiro – fim de semana a seguir ao dia 15
    - Festas de stº Ildefonso – último fim de semana do mês
    Fevereiro
    - Festa da Cacholeira – Primeiro fim de semana do mês
    Abril
    -Festas do Senhor de S. Marcos – Primeira 6ª feira do mês
    Maio
    - Feira de Maio – fim de semana a seguir ao dia 15
    - FIOBAR – Feira Ibérica da Olaria e do Barro – 2ª quinzena
    - Festas de Stº Isidro – último fim de semana
    Junho
    - Festas de Stº António – dia 13 - dura vários dias
    Julho
    - Bienal cultura Monsaraz Museu Aberto – 2ª quinzena
    Agosto
    - Festas de Nª Srª das Dores e Festas de Nª Srª do Carmo – 1º fim de semana, em freguesias diferentes
    - Feira de Agosto – no dia 15
    - Festas de Nª Srª do Rosário – último fim de semana
    Setembro
    - Festas de S. Sebastião – 1º fim de semana
    - Festas do Sr. Jesus dos Passos – 2º fim de semana
    - Festas de Nº Srª da Orada
    Dezembro
    - Festas de Nª Srª da Conceição – no dia 8 (mais dias)
    - Figuras do Presépio em tamanho real andam pela cidade

  • Acessos e Distâncias
    LISBOA 170 km PORTO 439 km
    Aveiro 380 km Guarda 296 km
    Beja  73  km Leiria 272 km
    Braga 489 km Portalegre 112 km
    Bragança 467 km Santarém 197 km
    Castelo Branco 203 km Setúbal 135 km
    Coimbra 331 km Viana do Castelo 510 km
    Évora   39 km Vila Real 509 km
    Faro 217 km  Viseu 367 km
  • Itinerários Possíveis

    Itinerário 1
    Reguengos de Monsaraz (A) – S. Marcos do Campo (B) – Campinho (C)– Cumeada (D) – Reguengos de Monsaraz (E)
    Visita de Reguengos de Monsaraz, dos seus pontos de interesse, bem como os das freguesias indicadas. Neste percurso, poderá ver ainda alguns dos valores de património que não ficam exactamente nas localidades, como a Torre do Esporão, Torre das Vidigueiras e outras

    Total de km - 27 km
    Tempo de percurso - 31 minutos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais

    Itinerário 1

    Itinerário 2
    Reguengos de Monsaraz(A) – Caridade (B) – Montoito (C) – S. Pedro do Corval (D) – Reguengos de Monsaraz ( E)
    Para além de Reguengos de Monsaraz e das freguesias enumeradas, vai encontrar também outros monumentos megalíticos, fora dessas localidades, que merecem uma visita. A freguesia de S. Pedro do Corval é rica em valores do Património

    Total de km - 34 km
    Tempo de percurso - 36 minutos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais

    Itinerário 2

    Itinenerário 3
    Reguengos de Monsaraz (A) – Monsaraz (B) – Telheiro (C) – Motrinos (D) – Reguengos de Monsaraz (E)
    Visita de Monsaraz, sede de concelho nos tempos de antanho, das freguesias indicadas e dos respectivos patrimónios. Muitos dos valores de património indicado, sobretudo os megalíticos, não se encontram exactamente nas localidades

    Total de km - 37 km
    Tempo de percurso -42 mintos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais

    Itinerário 3

  • Parceiros ACP

    PARCEIROS ACP
    Abaixo estão os links para todos os parceiros existentes no Distrito de Évora, a que Reguengos de Monsaraz pertence, e que oferecem descontos aos sócios, mediante a apresentação do cartão de sócio.

    - Hotéis
    - Solares
    - Turismo Rural
    - Restaurantes

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