Cabeceiras de Basto

O Basto e a sua Lenda

Entre as Serras da Cabreira e do Marão estende-se um vale onde fica Cabeceiras de Basto, na margem do Rio Tâmega, um dos concelhos mais antigos e históricos da região do Minho. Por estar muito próximo de Trás-os-Montes, absorve também certas características daquela província.

A origem do nome do Concelho prende-se com os Bastos, povo oriundo da Andaluzia, que se instalou aqui e fundou a cidade de Basto, próximo do Mosteiro de Stª Senhorinha, até que os árabes os expulsaram em 711.
Apesar deste "princípio" Cabeceiras de Basto não é referida em documentos históricos, entre os séc. XII e XVII, independentemente do facto de ser uma terra próspera na qual foi erguido o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, um dos mais ricos do Minho na altura, até que em 1514 D. Manuel I lhe dá foral. Este Mosteiro foi grande local de peregrinação, na Idade Média, estando a ele associados os nomes de santos, nobres e guerreiros, como Stª Senhorinha de Basto, D. Pedro e D. Inês de Castro, D. Nuno Álvares Pereira que aqui se casou, em 1376. Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro e Camilo Castelo Branco estão também ligados a Cabeceiras de Basto, que aparece referida nas suas obras.

  • Onde?

    Entre as Serras da Cabreira e do Marão estende-se um vale onde fica Cabeceiras de Basto, na margem do Rio Tâmega, um dos concelhos mais antigos e históricos da região do Minho. Por estar muito próximo de Trás-os-Montes, absorve também certas características daquela província.
    Fica integrado nas chamadas Terras de Basto, sub-região com características próprias que, noutros tempos abrangia uma vasta circunscrição administrativa na bacia do Tâmega que, em 1258, estava organizada em três julgados - Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto e Amarante e, uns anos antes, Mondim de Basto também.
    Como acontece com muitas localidades em Portugal, a história perde-se no tempo - os achados arqueológicos na zona dizem que Cabeceiras de Basto existia já na época pré romana e mesmo antes, pelos vestígios castrenses e pelas antas ou dólmens. De referir o povoado proto-histórico de Formigueiro, na freguesia de Riodouro, único conhecido na Serra da Cabreira, pela morfologia e pela altitude a que está instalado. O estudo na área da arqueologia diz-nos também que, próximo do Mosteiro de Refojos, na Capela da Casa de Santa Comba terá havido um templo de Vestais. Também os restos de cerâmica, as inscrições encontradas, as estátuas de guerreiros, as moedas de prata e ouro com as efígies de Imperadores provam que Cabeceiras de Basto existia no tempo da ocupação romana.

    Cabeceiras de Basto - Mapa do Concelho-azulejo 

  • O quê?

    A origem do nome do Concelho prende-se com os Bastos, povo oriundo da Andaluzia, que se instalou aqui e fundou a cidade de Basto, próximo do Mosteiro de Stª Senhorinha, até que os árabes os expulsaram em 711.

    Cabeceiras de Basto - Vista Geral

    Apesar deste "princípio" Cabeceiras de Basto não é referida em documentos históricos, entre os séc. XII e XVII, independentemente do facto de ser uma terra próspera na qual foi erguido o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, um dos mais ricos do Minho na altura, até que em 1514, há 500 anos, D. Manuel I lhe dá foral. Este Mosteiro foi grande local de peregrinação, na Idade Média, estando a ele associados os nomes de santos, nobres e guerreiros, como Stª Senhorinha de Basto, D. Pedro e D. Inês de Castro, D. Nuno Álvares Pereira que aqui se casou, em 1376. Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro e Camilo Castelo Branco estão também ligados a Cabeceiras de Basto, que aparece referida nas suas obras.
    Para além deste Mosteiro existem, em Cabeceiras de Basto, vários monumentos, alguns de interesse nacional, que dão à região um cunho especial e que datam dos Séc. XVII e XVIII, tal como a Ponte de Cavez, sobre o Rio Tâmega, que é M.N., o Mosteiro de S. Miguel e Pelourinho das Pereiras, a Casa da Cadeira, a Igreja de Stª Senhorinha, e muitos outros.
    De característico, na zona, para além do artesanato em madeira, trabalhos de tanoaria, outros em linho - colchas e panos de outras dimensões - são também característicos os trabalhos em lã - mantas, tapetes e cobertores - e as capuchas ou mantas do barroso, para abrigo dos pastores. Cestaria, latoaria e trabalhos em couro são outras das formas de artesanato do Concelho.

    Cabeceiras de Basto - as Capuchas

  • Património a descobrir

    Cabeceiras de Basto
    - Estátua do "Basto"
    - está colocada na Praça da República, na Sede do Concelho de Cabeceiras de Basto e é um dos monumentos mais curiosos do Concelho - personifica um guerreiro lusitano, é semelhante a muitas estátuas jacentes que aparecem na Galiza, colocadas sobre as sepulturas de alguns desses guerreiros, heróis e endeusados, que datam do Séc. I a. C., anterior aos romanos. Das existentes só esta e a de Santa Comba, na freguesia de Refojos, estão visíveis, na via pública - as outras estão guardadas em museus. É talhada em granito, de forte compleição física, vestido com túnica cingida por cinturão, donde pendem o punhal e a espada.
    Por alturas de 1612 e 1892, foi ligeiramente modificada à moda da altura, sendo acrescentada barretina e fartos bigodes, meias e botas...
    Atualmente personifica a "raça" das gentes da região, a sua alma, tradição arreigada, honradez, que fez nascer uma lenda que lhe está ligada e com a qual o povo "explica" o nome da região...

    Cabeceiras de Basto - a Estátua do Basto

    -Pelourinho de Cabeceiras de Basto - Séc. XVI, é um pelourinho de pinha com remate piramidal encimado por esfera lisa
    - Casa da Taipa com a Capela de Nª Srª da Conceição, de traça quinhentista
    - Núcleo Museológico do Baixo Tâmega - instalado na antiga Sacristia do Mosteiro Beneditino, com peças de arte religiosa, pinturas, mobiliário, esculturas da Santíssima Trindade e da Virgem com o menino

    Abadim
    - Moinhos de Rei - mais propriamente azenhas, porque são movidos a água. Os moinhos foram construídos no reinado de D. Dinis, primeiro rei que, no nosso País e na região, incentivou e desenvolveu a indústria da moagem. A zona onde os moinhos estão instalados foi transformada numa aprazível área de lazer, permitindo a ocupação salutar dos tempos livres e desfrutando de uma paisagem natural de grande beleza

    CabecBasto - Moinho de Rei - Abadim

    - Castelo da Torre
    - Pelourinho do Couto e Pedras de Armas

    - Casa da Ramada

    Alvite
    - Várias Casas Senhoriais, entre elas a Casa da Torre, reconstruída no Séc. XVI. Uma delas, a Casa de Stº Antonino, possui valiosos quadros, uma rica biblioteca e uma exposição de coches e carruagens. A Casa de Lamas, foi construída por um ramo da família Alvim a que pertencia a mulher de D. Nuno Álvares Pereira.
    - Capela de Stª Catarina - tem de característico e fora do comum estar incrustada numa penedia

    Arco de Baúlhe
    - Ponte de Arco de Baúlhe - Séc. XVIII, sobre o Rio Ouro, de tabuleiro plano, assente em arco de volta perfeita, com possante talha-mar triangular

    CabecBasto - Pte Arco Baúlhe

    - Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe - está instalado na antiga estação ferroviária de Arco de Baúlhe, término da Linha do Tâmega, que funcionou, em via estreita entre 1949, altura em que ficou concluído o último troço, e 1990 altura em que foi extinta. A 15 de Janeiro de 1949 foi inaugurada a estação de Arco de Baúlhe, com as bandas de música de Golães (Fafe), Cabeceiras e Celorico de Basto ao mesmo tempo que "rebentavam as girândolas de foguetes" O edifício da Estação apresenta painéis de azulejos, datados de 1940, fazendo ainda parte do Núcleo museológico a "casa dos maquinistas",m um cais de carga /descarga com o respectivo armazém, duas cocheiras, plataforma giratória (para as máquinas inverterem a marcha), depósitos de carvão e de água e grua. Para além disso, estão expostas várias locomotivas e vagões. Tem também um Centro de documentação.


    CabecBasto-Museu de Terras de Basto - Arco de Baúlhe

    - Museu das Terras de Basto - está instalado no edifício da Estação de Caminho de Ferro de Arco de Baúlhe e dispõe de um Centro de Documentação que reúne inúmeros documentos relacionados com as Terras de Basto e, sobretudo, Cabeceiras de Basto

    CabecBasto - Museu de Terras do Basto - Arco de Baúlhe

    Bucos
    - Espigueiro do Carrazedo - o maior do Minho -os espigueiros são construções em pedra e madeira, com telhado, para armazenamento dos cereais
    - Igreja Paroquial e Cruzeiro

    Cavez
    - Ponte Medieval sobre o Rio Tâmega - com cinco arcos desiguais, três quebrados e dois redondos, séc. XIII, reformulada em época moderna

    CabecBastp Ponte de Cavez, MN

    - Ponte antiga sobre o Rio Moimenta - ponte medieval, com um único arco de volta redonda - em 1990 foi alargada em cerca de um metro, com a justaposição de estrutura em betão e transformando-se a disposição das guardas.

    Gondiães
    - Igreja de S. Martinho de Gondiães
    - Capela de Nª Srª dos Remédios

    Outeiro
    - Capela de Nª Srª da Guia
    - Casas Senhoriais

    Painzela
    - Igreja Matriz, as Alminhas e a Capela de S. Gonçalo, esta datada de 1662 e integrada na Casa de Cimo de Vila
    - Ponte Romana
    - Várias Casas Senhoriais


    Passos
    - Igreja de S. Sebastião
    - Cruzeiros e Pelourinho
    - Marco miliário
    - Capela de Nª Srª da Orada

    Pedraça
    - Capelas dedicadas a Stª Bárbara e S. Gonçalo
    - Casa de Pedraça - diz a tradição que junto à casa existiria uma espécie de "picadeiro" que teria sido utilizado por D. Nuno Álvares Pereira, que casou com D. Leonor de Alvim e ali passou as núpcias.

    Refojos de Basto
    - Convento de Refojos ou Mosteiro de S. Miguel de Refojos - já existia no início do séc. XII, embora não seja precisa a data da sua fundação, nem se conheça o fundador, embora o nome de D. Gomes Mendo fosse mencionado como tal. D. Afonso Henriques, D. Nuno Álvares Pereira, D. Dinis, D. Duarte estiveram ligados a este Mosteiro que recebeu avultadas rendas, quase todas em Trás-os-Montes, que eram divididas com a Casa de Bragança, por serem herança de Vasco Gonçalves "Barroso", proprietário nobre, padroeiro de Refojos, no Séc. XIV e que foi sepultado no Mosteiro. A Igreja do Convento foi reconstruída em 1690, e passou a ter duas torres soberbas e muito elegantes. O Mosteiro foi vendido pelo Estado, em 1834, aquando da extinção das Ordens Religiosas.
    A Igreja é de estilo barroco, com estátuas do fundador da Ordem de S. Bento, S. Bento de Núrcia e de Santa Escolástica, em tamanho natural, ala exterior em forma de varandim com a imagem de S. Miguel, em nicho, ao fundo. À entrada da Igreja, logo no interior, figuras demoníacas, máscaras conhecidas por carrancas, órgão duplo nas duas laterais, sendo um mudo, altar-mor em talha, sacristia seiscentista, cadeiras do coro em castanho, mísula com a imagem de S. Miguel Arcanjo. A igreja é do séc. XVIII, de planta em cruz latina, interior com talha dourada. A sacristia tem um altar renascença.

    CabecBasto Mosteiro de Refojos                     CabecBasto - orgão do Conv/Mosteiro de Refojos

    - Casa da Música e Pelourinho, no lugar das Pereiras, freguesia de Refojos

    CabecBasto-Casa da Música das Pereiras - freg de Refojos

  • Gastronomia

    A gastronomia desta zona de Cabeceiras de Basto é rica e variada, assente nos bons produtos regionais, de qualidade, certificados, como as carnes "Barrosã" e "Maronês", o cabrito das Terras Altas do Minho, a Broa, o Fumeiro, o Mel de Basto, os Vinhos de Basto, para além de outros produtos. É fácil encontrar, nos restaurantes locais, a carne de vitela, os enchidos, o bacalhau com batatas a murro, os rojões à moda do Minho, as papas de sarrabulho, tudo acompanhado com os vinhos verdes da região.
    Para finalizar uma refeição e adoçar a boca, são características as cavacas, e o pão-de-ló, seco e húmido.

    Cabeceiras de Basto - o Fumeiro              Cabeceiras de Basto - a Broa                Cabeceiras de Basto - as Cavacas

  • Feiras, Festas e Romarias

    - Festa de Stº António - Junho - Abadim
    - Festa do Santíssimo Sacramento - 3º Domingo de Agosto - Abadim
    - Festa de S. Jorge - Agosto - Abadim
    - Festa da Srª da Piedade - 1º Domingo de Maio - Alvite (Petimão)
    - Festa da Srª da Aparecida - 15 de Agosto - Alvite (Petimão)
    - Festa de S. Pedro - Junho - Alvite
    - Festa de Stª Catarina - Julho - Alvite
    - Festa de Nª Srª dos Remédios - 1ª Semana de Setembro - Arco de Baúlhe
    - Festa de Stª Luzia - Dezembro - Arco de Baúlhe
    - Festa de Stº António - Junho - Basto, Stª Senhorinha
    - Festa de Stª Catarina - 22 de Abril - Basto, Stª Senhorinha
    - Festa do Senhor - Setembro - Bucos
    - Festa da Srª do Alívio - Agosto - Bucos
    - Procissão do Sr. dos Ramos - Domingo de Ramos - Cabeceiras de Basto
    - Festas de S. Miguel - final de Setembro - Cabeceiras de Basto - durante as quais se  
       realiza também a Agrobasto
    - Festa de S. Bartolomeu de Cavez - 24 de Agosto - Cavez
    - Festa de S. João - 24 de Junho - Cavez
    - Festa de Stª Maria Madalena - 2º Domingo de Agosto - Cavez, Moimenta
    - Festa de Stª Luzia - 3º Domingo de Dezembro - Cavez, Reboriça
    - Festa de S. Tiago - 28 de Julho - Faia
    - Festa das Papas - 20 de Janeiro - Gondiães
    - Festa da Srª da Livração - Julho - Outeiro, Fojos
    - Festa do Sr. do Livramento - Outeiro, Ervideiro
    - Festa de S. Sebastião - Julho - Painzela
    - Festa de S. Martinho - Novembro - Painzela
    - Festa de Stº André - 30 de Novembro - Painzela
    - Festa do Senhor - Junho - Passos
    - Festa da Srª da Orada - 1º Fim de Semana de Agosto - Passos
    - Festa de Stª Bárbara - 18 de Agosto - Pedraça, Souto Rego
    - Festa de S. Gonçalo - Pedraça, Boadela
    - Festa de Nª Srª de Fátima - 16 de Julho - Refojos, Cancela
    - Festa de Stº Amaro - Agosto - Refojos, Chancim
    - Festa de S. Miguel - 20 a 30 de Setembro - Refojos
    - Festa de S. Frutuoso - Abril - Riodouro
    - Festa de Stº André - 2º Domingo de Junho - Vila Nune
    - Festa do Espírito Santo - 7 Semanas após a Páscoa - Vilar de Cunhas

  • Acessos e Distâncias
    LISBOA 406 km PORTO  103 km
    Aveiro 169 km Guarda  229 km
    Beja 542 km Leiria  276 km
    Braga  74 km Portalegre  387 km
    Bragança 178 km Santarém  340 km
    Castelo Branco 324 km Setúbal  440 km
    Coimbra 214 km Viana do Castelo  127 km
    Évora 499 km Vila Real   72 km
    Faro 641 km  Viseu  154km
  • Itinerários Possíveis

    Itinerário 1
    Cabeceiras de Basto (A) - Bucos (B) - Riodouro (C) - Gondiães (D) - Vilar de Cunhas (E) - Cavez (F) -Cabeceiras de Basto (G)
    Visitar Cabeceiras de Basto, o seu património, e o das sedes de freguesia mencionadas acima. Aproveitar também da paisagem e ar puro da Serra da Cabreira

    Total de km – 74 km
    Tempo de percurso – 1 horas e quarenta e três minutos, só considerado o tempo de condução
    Estradas – todo o trajecto é feito por Estradas Nacionais e Municipais

    Cabeceiras de Basto - Itinerário 1

    Itinerário 2
    Cabeceiras de Basto (A) - Abadim (B) - Painzela (C) - Outeiro (D) - Alvite (E) - Cabeceiras de Basto (F)
    O Património de Cabeceiras de Basto, os bons produtos regionais - tudo contribui para passar um bom fim de semana

    Total de km - 28 km
    Tempo de percurso – 39 minutos, só considerado o tempo de condução
    Estradas – todo o trajeto é feito por Estradas Nacionais e municipais

    Cabeceiras de Basto - Itinerário 2

     

    Itinenerário 3 
    Cabeceiras de Basto (A) - Arco de Baúlhe (B) - Vila Nune (C) - Faia (D) - Cabeceiras de Basto (E) 
    Neste percurso o mais interessante será a visita do Núcleo Museológico de Arco de Baúlhe, assim como o Museu das Terras de Basto.

    Total de km - 20 km
    Tempo de percurso – 29 minutos, só considerado o tempo de condução
    Estradas – todo o trajeto é feito por Estradas Nacionais e Municipais

    Cabeceiras de Basto - Itinerário 3 

     

  • Parceiros ACP

    PARCEIROS ACP
    Abaixo estão os links para todos os parceiros existentes no Distrito de Braga, a que Cabeceiras de Basto pertence, e que oferecem descontos aos sócios, mediante a apresentação do cartão de sócio.

    - Hotéis
    - Solares
    - Turismo Rural
    - Restaurantes

     

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