Guimarães

Berço da Nacionalidade

BERÇO DA NACIONALIDADE, é o epíteto mais atribuído a Guimarães e o que melhor lhe assenta… o simples facto de nesta cidade ter nascido e sido batizado D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, deu-lhe um lugar de destaque na História de Portugal. Antes mesmo da Fundação da Nacionalidade, em 1143, Guimarães teve papel de grande relevo, como vila mais importante do Condado Portucalense.

No final de 2001 o Centro Histórico de Guimarães foi inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO. Para essa honrosa classificação foi tida em linha de conta a ligação de Guimarães à fundação da nacionalidade, as técnicas de construção aí desenvolvidas na Idade Média e o facto de, em Guimarães, se verificar a evolução de vários tipos de construção, particularmente dos Séc. XV a XIX.
A preocupação da autarquia, na qualidade de vida da população e em preservar o património herdado, estão patentes na reabilitação urbana do Centro Histórico que teve início nos anos 80 com a requalificação de habitações, praças e edifícios públicos, utilizando técnicas e materiais tradicionais. O Centro Histórico passou a ser um local bastante agradável e apreciado, por locais e turistas, sendo palco de atividades lúdicas e culturais, sobretudo no Verão.
A preocupação da preservação histórica da cidade não impediu a sua modernização com equipamentos desportivos e de lazer, tais como a Cidade Desportiva de Guimarães, com piscinas, pistas de atletismo e ciclismo, pavilhão multiusos e o Parque da Cidade, que permite atividades desportivas em contacto com a natureza.
Guimarães é também uma referência, no que se refere à indústria de curtumes, que foi uma atividade importante na cidade, tendo-se instalado várias fábricas, localizadas junto a uma linha de água, que passou a ser conhecida como “Ribeira de Couros”. Esta parte da cidade, designada Zona de Couros, foi reabilitada, e as instalações fabris aproveitadas para a instalação de alguns serviços e ter patente a História daquela indústria. 

  • Onde?

    Santarém fica nas margens do rio Tejo, que lhe favoreceu o desenvolvimento. Após ter sido conquistada aos ouros, por D. Afonso Henriques, foi uma das mais importantes cidades medievais de Portugal, onde tiveram lugar várias Cortes. Era a cidade preferida pelos reis, que aí permaneciam, sempre com as respetivas cortes. Essa circunstância e a de ter desempenhado também, durante algum tempo, o papel de capital do reino, fez com que tivessem sido construídos muitos mosteiros e igrejas. A catedral hoje existente, devotada a Nossa Srª da Conceição, foi construída sobre os restos do palácio real.

    Santarém - A Sé, antigo Palácio Real

  • O quê?

    Santarém foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, depois de lá se terem instalado na região povos como os Lusitanos, Fenícios, Gregos, Romanos, Visigodos, Mouros, desde a época pré-histórica.
    Escalabitanos, nome que designa os habitantes de Santarém, deriva do nome que os romanos lhe deram – Scalabis – que por sua vez assentava numa lenda que envolvia Ulisses, que aportara ao rio Tejo, se apaixonara pela filha de um rei Lusitano, de cujo relacionamento nasceu Abidis. O rei, quando soube da criança, perseguiu Ulisses, que se retirou para Ítaca e deitou o neto ao rio. O menino foi dar à região de Santarém, foi amamentado e protegido por uma corça, fez-se homem valente. Aos 20 anos, foi descoberto pela mãe e, de seguida o avô, reconheceu o seu valor e a sua coragem e nomeou-o seu herdeiro. Abidis fundou a cidade de Esca-Abidis (o manjar de Abidis) que os romanos transformaram depois em “Scalabis”. Abaixo, a foto do Templo Romano de Scallabis, vestígio da passagem daquele povo pela cidade. Fica dentro da muralha da Alcáçova, entre a Porta de Santiago e a Igreja de Stª Maria da Alcáçova. 

  • Património a descobrir

    O Centro Histórico de Guimarães passou a fazer parte da lista do Património Mundial da UNESCO, no fim 2001. Para essa honrosa classificação foi tida em linha de conta a ligação de Guimarães à fundação da nacionalidade, as técnicas de construção aí desenvolvidas na Idade Média e o facto de, em Guimarães, se verificar a evolução de vários tipos de construção, particularmente do séc. XV ao XIX.

    Guimarães-Centro Histórico

    A preocupação da autarquia, com a qualidade de vida da população e em preservar o património herdado, estão patentes na reabilitação urbana do Centro Histórico que teve início nos anos 80 com a requalificação de habitações, praças e edifícios públicos, utilizando técnicas e materiais tradicionais. O Centro Histórico passou a ser um local bastante agradável e apreciado, por locais e turistas, sendo palco de atividades lúdicas e culturais, sobretudo no Verão.
    Apesar deste cuidado de conservar o património, a cidade foi sendo modernizada com equipamentos desportivos e de lazer.

    - Praça de Santiago – é uma praça bastante antiga, referida em vários documentos históricos e que conserva a traça medieval. Foi nas suas imediações que se instalaram os francos que vieram para Portugal em companhia do Conde D. Henrique. Existiu nesta Praça uma capela dedicada a Santiago, que datava do Séc. XVII e que foi demolida em finais do Séc. XIX.

    Guimarães - Praça de Santiago

    - Rua de Santa Maria – foi uma das primeiras ruas abertas em Guimarães, para fazer a ligação entre o convento e o castelo mandados construir pela Condessa Mumadona. É referenciada em documentos do séc. XII. Ao longo dela podem ser vistos vários edifícios interessantes – o Convento de Stª Clara, a Casa do Arco, a Casa dos Peixotos, a Casa Gótica dos Valadares e muitos outros, característicos.

    Guimarães - Rua de Stª Maria

    - Largo do Toural – é hoje o centro da cidade… no Séc. XVII era um mero largo extramuros, junto à porta principal de acesso à vila, onde se realizavam a feira de gado bovino e outras de produtos variados. Foi em finais do Séc. XVIII que este largo começou a ser modificado, com a construção de prédios, Jardim público com coreto, mictório, bancos e candeeiros, inclusive uma estátua de D. Afonso Henriques que, posteriormente foi transferida para o Parque do Castelo.

    Guimarães - Lg do Toural

    - Rua D. João I – foi, em tempos uma das ruas mais movimentadas de Guimarães, pelo facto de ser a saída natural para o Porto. Conserva um aspeto vetusto, pela estreiteza, casas antigas com varandas de balaústres e pelo resultante ambiente escuro e sombrio. Nela podemos encontrar o Padrão de D. João I, do Séc. XVI, com belo cruzeiro encimado por um baldaquino renascença. No final do Séc. XIX foi deslocado do sítio onde foi inicialmente construído, devido ao grande movimento da rua. Também nesta rua fica o edifício da Venerável Ordem Terceira de S. Domingos, que data do Séc. XIX.

    Guimarães - R de D. João I

    - Castelo – como já referido, foi mandado construir pela Condessa Mumadona Dias, para defesa do povoado, que vai crescendo dia a dia. Está intimamente relacionado com a Fundação da Nacionalidade, por ter albergado os pais do que viria a ser o primeiro rei de Portugal – D. Afonso Henriques. Junto ao castelo fica o Campo de S. Mamede, onde teve lugar a Batalha de S. Mamede.

    Guimarães - Castelo e Paço

    - Capela de S. Miguel – foi construída no Séc. XII, românica, na qual, segundo a tradição, D. Afonso Henriques foi batizado. O interior é lageado, e ocupado com sepulturas que se pensa serem de guerreiros ligados à Fundação da Nacionalidade.

    Guimarães - Igr. de S. Miguel

    - Paço dos Duques de Bragança – Paço do Séc. XV, mandado construir por D. Afonso, futuro Duque de Bragança. No Séc. XIX, foi convertido em quartel. Em meados do Séc. XX, tendo estado abandonado durante muito tempo, foi restaurado e convertido em Museu, onde pode ser visto espólio dos Sécs. XVII e XVIII – coleções de elementos da época dos Descobrimentos e das conquistas no Norte de África, de armas dos Sécs. XV a XIX e de mobiliário do período pós-descobertas. O segundo andar deste Palácio foi adaptado a residência do Presidente da República, nas suas deslocações ao Norte de Portugal

    Guimarães - Paço Ducal

    - Muralhas de Guimarães – alguns historiadores datam as muralhas do Séc. X. Hoje restam alguns vestígios destas muralhas que envolviam a cidade nos séc. XIV e XV.

    Guimarães - Muralhas

    - Igreja de Nossa Senhora da Oliveira – foi mandada reedificar por D. João I, no Séc. XIV, pela promessa feita à Virgem, pela vitória na Batalha de Aljubarrota. Românica, apresenta, na sala do Capítulo e em duas alas do claustro, elementos românico-mudéjares, que tornam o conjunto o melhor do País, não só no do estilo, como pelo facto de ser em granito. Tem também os tetos pintados, num conjunto único de pintura gótica.

    Guimarães - Igr. de Nª Srª da Oliveira                   Guimarães - Igr de Nª Srª da Oliveira - Interior

    - Padrão do Salado – Monumento mandado erguer por D. Afonso IV, no Séc. XIV, para comemorar a vitória na Batalha do Salado e que está junto à Igreja de Nª Srª da Oliveira.
    - Antigos Paços do Concelho – mandado edificar no Séc. XIV
    - Cruzeiro da Srª da Guia – terá sido anteriormente denominado Senhora da Piedade em virtude da representação da Pietá aí existente – edificado no Séc. XIV, está hoje integrado no Museu de Arqueologia Morais Sarmento.
    - Marcos Miliários – No Museu Arqueológico Martins Sarmento podem encontrar-se dois marcos miliários da estrada romana que ligava Guimarães e Braga.
    - Capela de S. Torcato – Construção visigótica que, nos tempos de hoje, apresenta um estilo românico, Séc. XII, possuindo no interior algum espólio pré-românico.
    - Igreja do Carmo – Igreja de Grandes dimensões, com interior revestido de azulejos. Hoje aqui funciona um Lar de Santa Estefânia, acolhimento e acompanhamento de crianças e jovens.

    Guimarães - Igreja do Carmo

    - Igreja e Convento das Domínicas – foi fundado no séc. XVII, por Frei Sebastião, Prior do Convento de S. Domingos de Viana do Castelo. No séc. XVIII A Prioressa mandou executar as obras, em que foi utilizada muita pedraria e que se mantêm ainda. Destaque para os retábulos e sanefas em talha dourada, o órgão rococó e a imagem de Cristo sobre a pia batismal, do séc. XVI

    Guimarães - Conv. das Domínicas

    - Igreja da Misericórdia – do séc. XVI, com retábulo do altar-mor do séc. XVIII
    - Convento e Igreja de S. Francisco – igreja gótica, cuja construção foiu iniciada em 1400, com permissão de D. João I. Foi sujeita a muitas alterações, a maior parte das quais no séc. XVIII. Tem portal principal de reminiscências românica (pensa-se que terá sido construída em cima de conjunto do séc. XIII). A cabeceira é gótica,o claustro e a sala do capítulo, maneiristas. Ao longo dos séculos, a maior modificação é feita no interior, com a instalação de painéis de azulejos, contando a vida de Stº António. Foi restaurada no séc XX, sem grandes modificações, em termos de estilos.

    Guimarães - Igr. de S. Francisco     Guimarães - Igr. de S. Francisco - Interior

    - Museu Alberto Sampaio – fundado em 1928, para albergar as coleções da antiga Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e de outras Igrejas e Conventos da Região de Guimarães, que até então estavam na posse do Estado. O museu possui várias e importantes coleções de esculturas dos periodos medieval e renascença até ao Séc. XVIII, bem como outras coleções de ourivesaria e pintura.

    FGuimarães - Museu Alberto Sampaio

    - Museu Arqueológico Martins Sarmento – é neste museu que estão guardadas e conservadas todas peças que foram encontradas nas escavações empreendidas na zona, nomeadamente as das Citânias de Briteiros e Sabroso. Para além das coleções arqueológicas, encontramos neste museu escultura antiga, epigrafia latina, peças pré e proto-históricas, numismática, medalhística.
    - Museu da Cultura Castreja – está instalado no Solar da Ponte, propriedade da Sociedade Martins Sarmento. É considerado o primeiro espaço dedicado à cultura castreja, abundante nesta faixa Atlântica da Península Ibérica. Para além disso, é também uma homenagem ao arqueólogo e investigador Francisco Martins Sarmento.
    - Sala Museu José Guimarães – exposição permanente do pintor e escultor José Guimarães, vimaranense, instalada numa das salas térreas do Paço dos Duques de Bragança. Aqui se pode admirar um conjunto de obras que o artista, nascido em 1939, doou à cidade.
    - Museu / Convento de Stº António dos Capuchos – foi criado o espaço museológico em 2008, pela Santa Casa da Misericórdia, com a intenção de conservar e valorizar o seu património artístico e cultural. Fica no centro da cidade, na sua “colina sagrada” e ocupa o edifício construído como Convento, no Séc. XVII, e comprado pela Misericórdia em 1842, para aí instalar o seu Hospital. Neste espaço é mostrado algum património móvel da Misericórdia e pode ver-se, ao mesmo tempo, os corredores, pátios e claustro do imponente edifício, bem como visitar a Igreja do Convento, com a sua magnífica sacristia do Séc. XVIII.
    - Núcleo Arqueológico da Associação Comercial e Industrial de Guimarães – este núcleo surgiu quase como que por acaso, durante as obras de remodelação e reabilitação do edifício sede, a Casa dos Lobo Machado. Achadas as primeiras peças, foram realizadas sondagens arqueológicas que tiveram, como resultado a descoberta de um vasto espólio, tanto nas épocas de que datam, como no tipo de peças. Foram, portanto, criados espaços de exposição do património encontrado, parte integrante do passado de Guimarães. A coleção visitável consta de 30 peças, 23 cerâmicas:
    - 7 medievais, produzidas na região de Prado/Barcelos, entre os Séc. XIII e XIV, de que se destaca uma infusa de origem francesa
    - 11 da segunda metade do Séc. XVIII, entre as quais peças revestidas a vidado de chumbo, faianças e artigos de uso comum como tigelas, almofias (alguidar pequeno), salseiras e pratos
    - As restantes 5 peças datam do Séc. XIX e são notoriamente produzidas em Guimarães, como cântaros, panela. Destaca-se, neste, conjunto, dois porrões (talha, bilha para água) vidrados produzidos na região de Prado/Barcelos.
    e 7 metálicas - objetos de adorno, como um anel, algumas moedas, uma medalha votiva e, o mais interessante de todos, um pequeno guizo, provavelmente para um gato, em liga de cobre e prata.

    Briteiros (S. Salvador)
    - Citânia de Briteiros
    – as ruínas arqueológicas de Briteiros, ficam situadas no Monte S. Romão, sobre o Vale do Rio Ave, tem como fundo, a Norte, à distância, as serras da Cabeira e do Gerês.

    Guimarães - Citânia de Briteiros

    Estas ruínas têm as características típicas das comunidades proto-históricas de tradição céltica, cujos restos arqueológicos mostram grande uniformidade, tendo sofrido influências da romanização, no Séc. I a.C., como o provam vestígios tais como inscrições latinas, moedas da República e do Império romanos, fragmentos de cerâmica designada por “terra sigillata”, artigos de vidro, etc.
    Da anterior e original civilização ficaram a disposição topográfica do povoado, o traçado das três ordens de muralhas, a planta circular das habitações e o respetivo processo de construção, os temas ornamentais da cerâmica fabricada localmente, as insculturas gravadas em pedra, com motivos geométricos, em série e ainda um delicado e original trabalho de filigranas, em ouro, em duas arrecadas ali descobertas em 1937, aquando das escavações.

    Guimarães - Citânia de Briteiros

    Um dos monumentos pré-romanos, uma edificação funerária, foi descoberto em 1930, por causa de obras de abertura de uma estrada. Apresenta, entre outros elementos, uma estela, uma grande pedra ornamentada com duas suásticas de braços curvos, características da tradição celta.
    A Citânia de Briteiros cobre um a vasta zona e é a estação protótipo dos inúmeros povoados a cujas ruínas se dá o nome de “castros”, que abundam no Norte de Portugal. Estes povoados tiveram a sua existência entre os Séc. II-I aC e III-IV dC. A partir desta altura, começou a sua decadência e despovoamento, motivadas, também, pela invasão dos Bárbaros, no Séc. V dC. Alguns destes povoados foram a origem das nossas povoações, aldeias, vilas e cidades.

    Guimarães - Citânia de Briteiros

    O espólio, recolhido pelo Arqueólogo Francisco Martins Sarmento, nas Citânias de Briteiros e de Sabroso encontra-se no Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento. Dele fazem parte uma cabeça de javali, em pedra, e fragmentos de uma outra, exemplares atribuídos à arte céltica.

    Caldas das Taipas (Caldelas)
    - Lápide das Taipa
    s – monumento com inscrições tecendo louvores ao Imperador Trajano (Séc. I e II) que está inserido num terreno perto do adro da Igreja Paroquial de Caldelas

    Guimarães - Caldas das Taipas

    - As Termas Ontem, Hoje e Amanhã
    As Termas das Taipas são uma estância termal cujas águas têm qualidades terapêuticas que as indicam para tratamento de problemas do aparelho respiratório, reumáticos, musculo-esqueléticos e dermatológicos. A estas propriedades das águas, que têm propiciado o tradicional “termalismo”, juntam-se hoje as vertentes Spa e Bem Estar… Ganham o corpo e a alma!
    - Ponte Velha – tem trinta e três pilares , baixos e estreitos, com dois metros de altura, sobre o leito do rio.

    Guimarães - C Taipas - Ponte Velha

    Candoso
    - Igreja de S. Martinho de Candoso
    – esta igreja tem origem num templo dos muitos existentes nesta região, nos primeiros tempos da nacionalidade. É românica, Séc. XIII, com frestas de arco duplo de volta perfeita e arco triunfal pouco decorado com motivos geométricos.

    Fermentões
    - Igreja Paroquial
    , construída no Séc. XVIII
    - Museu da Agricultura de Fermentões – na freguesia de Fermentões, a 4 km do centro da cidade, instalado numa escola primária dos anos 40, fica este museu com diversas salas onde podem ser vistas e apreciadas peças ligadas ao trabalho e à vida agrícola da região – tanoaria, ferreiro, cultura e fabrico de linho, moinhos de água, etc.

    Gonça
    - Igreja Paroquial de Gonça
    – dedicada ao Arcanjo S. Miguel, foi reedificada em 1704. Tem quatro andares, dedicados a Jesus Cristo, Nª Srª do Rosário, S. Mateus e S. Caetano. A Torre Sineira foi acrescentada em 1933. Inicialmente seria uma Ermida construída em 1632.

    Gondar
    - Ponte de Serves - ponte em cantaria, com quatro arcos de volta perfeita, talhamares e tabuleiro plano, que terá sido erguida na Idade Média

    Montanha da Penha
    A Montanha da Penha, Santuário e local de culto para todos os nortenhos à Nossa Senhora do Carmo da Penha e de lazer com mini golfe, circuitos de ciclo-cross, rotas pedonais, beneficiando, para além do mais, de uma paisagem extasiante sobre a cidade de Guimarães e, para complementar, restaurantes, bares e hotel.
    A Montanha da Penha pode também ser visitada subindo pelo teleférico que está a funcionar e que proporciona uma boa experiência e belíssima paisagem.

    Guimarães - Penha                            Guimarães - teleférico pª Penha

    Monte do Couto de Sabroso – freguesia de Sande (S. Lourenço)
    - Citânia de Sabroso
    – é uma outra citânia, muito próxima da de Briteiros, embora de menor dimensão que, pensa-se, data da Idade do Ferro. Dispõe de uma única linha de muralha, com altura que vai dos três aos cinco metros e espessura de quatro metros e meio. No interior das muralhas foram encontrados vestígios de 38 habitações, 35 circulares e 3 retangulares.

    Guimarães - Citânia de Sabroso

    Moreira de Cónegos
    Em Moreira de Cónegos, freguesia de Guimarães, foi também identificada uma necrópole romana, com várias sepulturas, cujo espólio se encontra no Museu Martins Sarmento.
    -  Igreja Paroquial e o Cruzeiro merecem alguma atenção, para além da paisagem envolvente

    S. Torcato
    - Capela da Fonte do Santo e Museu da Vila de S. Torcato – a 5 km do centro, freguesia de S. Torcato, fica situada na margem do Rio Selho, é uma freguesia rural e detentora de um património rural e cultural. O Santo que dá nome à vila, S. Torcato, foi um dos primeiros evangelizadores da Península, no Séc. VIII – foi martirizado e aqui encontrado, no local onde se ergue a capela da Fonte do Santo. Podemos também encontrar o Santuário em granito onde está depositado o corpo de S. Torcato. No Museu, pode visitar-se, espólio diversificado, ligado à região, ao culto do seu patrono S. Torcato – alfaias sacras, peças de ourivesaria.

    Guimarães - S. Torcato

    Selho
    - Ponte românica de Roldes – junto à centenária Fábrica de Curtumes, na via Bracara / Marão
    - Moinhos do Selho – vários exemplares ao longo do rio. Já no Séc. XVI se regulamentava a sua atividade
    - Casa de Caneiros (Conde Margaride) – construção do Séc. XVIII. Estilo joanino, com Capela
    - Capela de Selho (S. Sebastião) – foi da Misericórdia de Chaves, hoje pertence à Igreja
    - Capela de Nª Srª da Conceição – fica no limite da freguesia com a de Azurém. É nesta capela que se celebram as Novenas Nicolinas.

    Serzedelo
    - Igreja de Serzedelo
    – o conjunto monumental de Santa Cristina de Serzedelo, construído ao longo de quatro séculos, engloba uma igreja românica, com um pórtico já em estilo gótico, um muro-campanário do Séc. XIII, e uma capela funerária que é, hoje em dia, usada como sacristia.

    Guimarães - Igr. de Serzedelo

  • Gastronomia

    A gastronomia de Guimarães é variada, beneficiando dos bons produtos locais, em todas as variantes – sopa, carne, peixe, doçaria – e das receitas tradicionais, muitas delas conventuais.
    Em tempos de antanho, a “seca de Viana” fornecia o apreciado bacalhau, consumido frequentemente, nas mais variadas formas, qual delas a mais aguçadora do apetite – o bacalhau assado, o bacalhau à antiga, o bacalhau à D. Carlos, o bacalhau com broa, bacalhau frito ou pataniscas com arroz de feijão.
    Mas temos mais delícias, com base em pescado – arroz de polvo, polvo à antiga, polvo à lagareiro, filetes de polvo, pescada à marinheiro.

    Guimarães - Polvo à Lagareiro

    E mais ainda, de carne – cabrito mamão à Castelões, cabrito assado à lavrador, coelho à fundador, bucho recheado, arroz de coelho de cabidela, galo de cabidela, pato assado com enchidos, lombo de porco com laranja, feijão vermelho com chispe, arroz de pica no chão, vitela assada, rojões com ossinhos, capão no forno.
    Nada como uma boa e deliciosa sopa para iniciar uma boa refeição – sopa de nabos, sopa rica e, para a finalizar – aletria, toucinho do céu, rolo d’avó, pudim de ovos, leite creme, rabanadas com mel.

    Guimarães - o doce toucinho do céu

    Há restaurantes na cidade que mantêm estas maravilhas da culinária tradicional e local.
    A região onde Guimarães se insere é também rica em vinhos, maioritariamente verdes, nas vertentes branco e tinto qualquer deles aconselháveis para acompanhar as iguarias referidas, constituindo uma refeição memorável. 

  • Feiras, Festas e Romarias

    - Feira e Romaria de Santo Amaro – Janeiro – Mascotelos
    - Festa de S. Sebastião – Janeiro – Azurém e S. Sebastião
    - Festa de S. Brás – 4/5 de Fevereiro – Pevidém
    - Feira Anual dos 27 – 27 de Fevereiro – Irmandade de S. Torcato
    - Festa de S. José – 19 Março – Guimarães – Centro Juvenil de S. José
    - Romaria de Santa Apolónia – 9 de Abril – Silvares
    - Romaria de Nª Srª dos Remédios – 14/15 Abril – S. Cláudio de Barco
    - Festas da Srª do Bom Despacho – 14/15 Abril – Gominhães
    - Romaria de Nº Srª da Madre de Deus – 21/22 Abril Azurém
    - Festas da Srª da Luz – 21/22 Abril – Creixomil
    - Festa de S. Jorge – 21/22 Abril – Pevidém
    - Festa das Cruzes – 3/6 Maio – Serzedelo
    - Peregrinação do Sr. dos Aflitos – 26/27 Maio – Nespereira às Srªs do Monte – Nespereira – Serzedelo
    - Festa de Stº António da Cruz da Pedra – 9/13 Junho – Guimarães
    - Festas de S. Pedro da Vila das Taipas – 23/30 Junho – Caldas das Taipas
    - Romaria Grande de S. Torcato – 7/8 Julho – S. Torcato
    - Festa do Linho, Linhal – 8 Julho – Corredoura - S. Torcato
    - Feira da Terra – 14/15 Julho – Guimarães
    - Festa de Nª Srª do Carmo da Penha – 22 Julho – Penha
    - Festa de Santiago de Ronfe – 25/29 Julho – Ronfe
    - Festa de S. Cristóvão e dos Motoristas – 28/29 Julho – Montanha da Penha
    - Festas da Cidade e Gualterianas – 3/6 Agosto – Guimarães
    - Festas da Srª da Ajuda – 11/15 Agosto – Moreira de Cónegos
    - Festa de Nª Srª do Rosário – 11/15 Agosto – Moreira de Cónegos
    - Festa de S. Bartolomeu – 24/26 Agosto – Candoso, S. Martinho
    - Festa do Agricultor – 1 e 2 Setembro – Fermentões
    - Festa de Stº Antonino – 1 e 2 Setembro – Mesão Frio
    - Peregrinação à Penha – 9 Setembro – Penha
    - Festa de S. Mateus – 22/23 Setembro – Gonça
    - Festa de S. Miguel – 29/30 Setembro – Vermil
    - Festa das Colheitas – 6/7 Outubro – S. Torcato
    - Festa de S. Martinho – 10/11/Novembro – Candoso, S. Martinho
    - Festas Nicolinas ou dos Estudantes – 29 Novembro a 7 Dezembro – Guimarães
    - Romaria de Nª Srª da Conceição – 8 Dezembro – Guimarães
    - Romaria de Stª Luzia – 13 Dezembro – Guimarães

    Guimarães - Capital Europeia da Cultura

    Durante o ano de 2012 Guimarães foi Capital Europeia da Cultura. Tiveram lugar várias exposições, espectáculos, e outro tipo de realizações, parte do programa de promoção da cidade, fim último deste evento, com o qual a União Europeia quer distinguir uma cidade por ano. Toda a cidade estava em sintonia e a Montanha da Penha, a que se pode aceder por teleférico, com a sua oferta turística – hotéis, restaurantes, mini-golf, parque de campismo, área para passeios pedestres, santuário de Nª Srª do Carmo da Penha – deu o seu contributo. O teleférico, para além do transporte que proporciona, teve nas suas instalações manifestações artísticas e culturais.

  • Acessos e Distâncias
    LISBOA 361 km PORTO    59 km
    Aveiro 122 km Guarda  248 km
    Beja 497 km Leiria  231 km
    Braga   26 km Portalegre  340 km
    Bragança 199 km Santarém  294 km
    Castelo Branco 303 km Setúbal  395 km
    Coimbra 167 km Viana do Castelo   80 km
    Évora 453 km Vila Real   66 km
    Faro 596 km  Viseu  176 km
  • Itinerários Possíveis

    Itinerário 1
    Guimarães (A) – Citânias de Briteiros (B) – Citânia de Sabroso (C) – Guimarães (D)
    Visita das Citânias e dos vestígios nelas encontrados e até agora preservados – falamos de património construído, que ficou e tem sido conservado no terreno. Outros elementos, estão em exposição no Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento. Difícil avaliar o número de km – muito será feito a pé, o que é saudável, se o tempo o permitir

    Total de km – 32 km
    Tempo de percurso – 43 minutos, no que se refere ao percurso de automóvel. O percurso a pé é difícil de calcular, na visita às duas citânias
    Estradas – por estradas nacionais e municipais

    Guimarães-Itinerário1

    Itinerário 2
    Guimarães (A) – S. Torcato (B) – Montanha da Penha (C) – Moreira de Cónegos (D) – Guimarães (E)
    Visita a S. Torcato, ao seu Santuário e ao seu Museu, com espólio recolhido na região, artigos religiosos, e dedicado ao culto do seu patrono. De seguida, uma visita à Montanha da Penha, e a Moreira de Cónegos, freguesia de Guimarães.

    Total de km
    – 40 km
    Tempo de percurso – 54 minutos, só considerado o tempo de condução                           
    Estradas – por estrada nacional e municipal

    Guimarães - Itinerário 2

    I
    tinenerário 3 - dentro da cidade de Guimarães
    Largo do Toural (A) – Praça de Santiago (B) – Rua de Santa Maria (C) – Rua de D. João I (D) – Rua e Largo de Nª Srª da Oliveira (E) 
    Visita, a pé, pela cidade, passando pelos locais indicados, visitando os monumentos, igrejas, estátuas que lá existem. Algumas das ruas, como a de Santa Maria, são elas próprias uma obra de arte…

    Total de km
    – 4,5 km
    Tempo de percurso – Não se pode calcular o tempo de percurso porque a visita dos monumentos da cidade, nestas vias, será demorada 
    Estradas – por vias citadinas 

    Guimarães - Itinerário 3

    Itinerário 4 
    Guimarães (A) – Gonça (B) – Caldas das Taipas  (C) – Ronfe (D) – Serzedelo  (E)  – Selho (F) -Guimarães (G)
    Ainda outra hipótese de itinerário… para visitar outras freguesias do Concelho de Guimarães, e as Caldas das Taipas, cujas termas estão já modernizadas e podem oferecer mais do que os tratamentos baseados nas propriedades das suas águas.

    Total de km
    – 53 km  
    Tempo de percurso – 1 hora e 5 minutos, só considerado o tempo de condução                   
    Estradas – por estrada nacional e municipal 

    Guimarães - itinerário 4

     

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    Abaixo estão os links para todos os parceiros existentes no Distrito de Braga a que Guimarães pertence, e que oferecem descontos aos sócios, mediante a apresentação do cartão de sócio.

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