Matosinhos

Mar de desporto e do melhor peixe do mundo

Matosinhos, conceituado não só pela praia, pela atividade piscatória e o também pelo Porto de Leixões e pelo grande movimento que ele gera e que contribui para a economia local. Matosinhos foi, como a generalidade do território nacional, ocupado por toda uma série de povos que deixaram os seus vestígios, como não podia deixar de ser…

Matosinhos foi também, como é óbvio, ocupado pelos romanos, que também deixaram a sua marca nas vias (Cale –Bracara Augusta) e pontes (Ponte da Pedra) e, mais do que em qualquer outro lugar, nas margens do rio Leça e na zona de Lavra, com os vestígios de uma “Vilae” e de estruturas para a produção de sal e de garum (preparado de peixe com outros ingredientes, que era usado para dar paladar à comida).
Na Idade Média, foram inaugurados muitos mosteiros e conventos em toda aquela região, como o Mosteiro de Bouças, fundado no séc. X. Este, incentivou o desenvolvimento da localidade que foi a base do que é hoje o concelho de Matosinhos.
A cidade de Matosinhos de hoje, conservando e respeitando a herança que lhe foi legada pelos antigos ocupantes, está hoje repleta de edifícios modernos, saídos da imaginação e traçado dos arquitetos famosos, filhos da terra, como Siza Vieira, Souto Moura, Fernando Távora e Alcino Soutinho.

  • Onde?

    Matosinhos, mesmo ali ao lado do Porto, é uma das maiores cidades daquele Distrito. Tendo muitas freguesias para o interior, tem no entanto uma frente de mar considerável que, na área da cidade de Matosinhos, foi reinventada por Souto Moura, dando-lhe um aspeto desafogado, ao longo da praia, centro nevrálgico da cidade e do concelho.
    A localização, o mar, a pesca fazem com que Matosinhos seja muito procurado pelo peixe fresco que lá se pode encontrar, quer nos restaurantes, quer no mercado.

    Matosinhos - praia 

  • O quê?

    De todos os Mosteiros fundados na Idade Média, o de Leça do Balio, também fundado no séc. X, foi a primeira sede, em Portugal, da Ordem Militar dois Cavaleiros Hospitalários.
    Este e outros mosteiros incentivaram a atividade agropecuária, fazendo de Matosinhos um dos principais centros abastecedores da cidade do Porto, ali ao lado.
    No entanto, o mar é uma peça fulcral do desenvolvimento de Matosinhos – muitos dali partiram para desempenharem o seu papel nos descobrimentos; outros, muito depois, dali tomaram o caminho do Brasil; ali aportou D. Pedro “com o liberalismo”…
    Ali chegou também uma comunidade piscatória que, em conjunto com a indústria conserveira, lado a lado, desenvolveram aquela terra… Em baixo a foto da romaria e festa do Sr. de Matosinhos, objeto de grande devoção das gentes de Matosinhos e regiões vizinhas.

    Matosinhos - Sr. de Matosinhos 

  • Património a descobrir

    Matosinhos
    - Monumento ao Sr. do Padrão – data do séc. XVIII, também é conhecido por “Senhor do Espinheiro ou da Areia”, e foi construído no local onde, de acordo com a lenda, apareceu a imagem do Bom Senhor das Bouças, mais tarde denominado Senhor de Matosinhos. Este monumento era visível de muito longe, quer em terra, quer no mar – foi perdendo essa faculdade, claro, com o desenvolvimento e o surto de construção. Continua, no entanto, a ser objeto de grande devoção, o que é visível pelo grande nº de velas que ali é acesa, por volta do dia de finados, em intenção dos pescadores mortos no mar.

    Matosinhos - Sr. do Padrão

    - Edifício da Câmara Municipal de Matosinhos – faz parte do conjunto de arquitetura moderna, que abunda em Matosinhos, obras de filhos da terra – neste caso – Alcino Soutelinho

    Matosinhos - Câmara Municipal

    - Igreja do Bom Jesus de Matosinhos – esta igreja foi construída para albergar a imagem do Bom Jesus de Bouças, até aí na Igreja do Mosteiro de Bouças, em degradação. Foi construída no séc. XVI, por iniciativa da Universidade de Coimbra, à qual Tinha sido concedido o padroado de Matosinhos, por D. João III. No séc. XVIII realizaram-se importantes obras de ampliação da igreja, a cargo do arquiteto italiano Nicolau Nasoni, obras essas devidas à crescente devoção à Bom Jesus de Matosinhos, por parte de todos os que demandavam o mar – na altura muita gente se aventurava a seguir para o Brasil,m de onde vinha muito ouro.
    De destacar o altar-mor, em talha dourada, que tem, ao centro, um nicho com uma imagem de Cristo Crucificado, em madeira oca, que data do séc. XII. Esta imagem, tem cerca de dois metros de altura e é notável por causa do olhar da imagem – o olho esquerdo está dirigido para o Céu e o direito para a Terra, querendo simbolizar a ligação entre Deus e o Homem

    Matosinhos - Igr. Sr. de Matosinhos          Matosinhos - Igr. Sr. de Matosinhos - Interior

    - Escultura Anémona – outra das esculturas modernas em Matosinhos

    Matosinhos - Anémona

    - Marginal de Matosinhos – a reinvenção da marginal de Matosinhos deve-se a Souto Moura

    Matosinhos - Marginal

    - Monumento ao Pescador -

    Matosinhos - Monum. ao Pescador

    - Museu da História da Escola Gonçalves Zarco – a coleção é constituída por objetos utilizados diariamente na Escola, que completou 50 anos em 2005 – equipamento administrativo, audiovisual, material das aulas práticas de mecânica, eletricidade, administração e comércio, formação feminina e educação física
    - Museu da Misericórdia – mostra paramento, alfaias litúrgicas. Pintura
    - Museu dos Bombeiros - fica em Matosinhos, na sala da Associação Humanitária de Matosinhos e Leça da Palmeira (Bombeiros Voluntários – tem mais de 800 peças expostas, muitas de combate a incêndios.
    - Núcleo Museológico do Mar – O Núcleo de Amigos dos Pescadores instalou este núcleo museológico numa antiga escola primária do Bairro dos Pescadores, em Matosinhos
    - Sala Museu Guilherme Ferreira Thedim – Guilherme Ferreira Thedim foi um escultor de imagens sacras. As imagens que produziu foram levadas para os quatro cantos do Mundo. Na sala Museu estão expostas peças que retratam as várias fazes da conceção de uma imagem. Para além disso, tem muitos documentos, nomeadamente correspondência com a Irmã Lúcia, vidente de Fátima.

    Leça da Palmeira
    - Casa de Chá da Boa Nova – a inventiva de Siza Vieira, ligada com a rocha existente

    Matosinhos-Casa de Chá da Boa Nova - Leça da Palmeira

    - Piscina de Marés – outra obra de Siza Vieira, uma piscina instalada entre as rochas e delas fazendo parte e que funciona com a água do mar

    Matosinhos-Piscina de Maré-Leça da Palmeira

    - Igreja Matriz de Leça da Palmeira

    Matosinhos- Igr. Matris - Leça da Palmeira

    - Capela da Boa Nova

    Matosinhos -Capela Boa Nova - Leça da Palmeira

    - Capela do Corpo Santo

    Matosinhos-Capela Corpo Santo - Leça da Palmeira

    - Capela de Santana

    Matosinhos - Capela de Santana - Leça da Palmeira

    - Forte de Nossa Senhora das Neves
    – como todas as outras fortalezas, foi construída para defesa da costa e do País contra espanhóis e corsários. Com os Fortes de S. João da Foz e de S. Francisco Xavier (Castelo do Queijo) constituía a linha defensiva da cidade do Porto

    Matosinhos -Forte Nª Srª das Neves - Leça da Palmeira

    - Farol de Leça da Palmeira

    Matosinhos - Farol de Leça da Palmeira

    - Quinta da Conceição –

    Matosinhos-Qtª da Conceição - Leça da Palmeira

    - Quinta de Santiago
    – foi construída no final do séc. XIX, ficando próxima da Quinta da Conceição, Foi adquirida pela Câmara de Matosinhos, nos anos 60 do séc. XX e está hoje transformada em Museu.

    Matosinhos - Qtª de Santiago - Leça da Palmeira

    - Museu da Quinta de Santiago – está a funcionar na casa mãe da quinta, e tem patentes coleções de mobiliário, pintgura e escultura

    União das Freguesias de Perafita, Lavra e Stª Cruz do Bispo
    Perafita

    - Igreja Matriz de Perafira

    Matosinhos-Igr-. Matriz - Perafita

    - Necrópole Medieval de Montedouro – é constituída por 5 sepulturas não antropomórficas, escavadas na rocha granítica e que se supõe datarem da Alta Idade Média, séc. VII a XI. Do conjunto, destaca-se a sepultura que fica no alto de um outeiro, de forma ovalada e com rebordo. Pensa-se que haveria outras sepulturas que terão sido destruídas aquando da recolha de pedras para a construção do porto de Leixões. Se bem que as sepulturaas sejam datadas da Alta Idade Média, têm sido encontrados diversos objetos que são da época romana – ânforas, tegula

    Matosinhos - Necrópole de Montedouro - Perafita

    - Obelisco da Praia da Memória – foi construído para assinalar a chegada de D. Pedro IV e do seu exército, para definitivamente acabar com o absolutismo em Portugal. É em granito e tem referências ao desembarque.
    Em baixo temos foto do obelisco e, em separado, da praia.

    Matosinhos - Obelisco Praia Memória-Perafita           Matosinhos- Praia Memória - Perafita

    Lavra
    - Tanques romanos de Angeiras e Villa do Fontão – enterrada nas areias da praia de Angeiras pode encontrar-se uma das mais importantes estações arqueológicas, romanas, do norte – conjuntos de tanques, denominadas cetárias. A villa, ou o que dela resta, fica entre a Igreja do Lavra e a praia.

    Matosinhos - tanques romanos-Angeiras-Lavra

    - Cruzeiro de Lavra

    Matosinhos Cruzeiro do Lavra-Lavra

    - Igreja Matriz de Lavra

    Matosinhos - Igr. Matriz de Lavra - Lavra

    -Museu da Escola de Lavra (EB 2,3)
    – tem uma vasta coleção de etnografia, em grande parte doada pelos familiares dos alunos
    - Museu do Padre Silva Lopes – é tutelado pela paróquia do Lavra e tem um belo espólio de arte sacra
    - Casa do Mar e Tanques Romanos – fica na Praia de Angeiras – preserva estruturas que serviam para guardar os barcos e utensíios de pesca que, outrora pertenciam às casas de lavoura.

    Santa Cruz do Bispo
    - Quinta de Santa Cruz do Bispo – foi criada no séc. XVI pelo Bispo do Porto, para dispor de um lugar de repouso e também de recreio, para si próprio e seus sucessores

    Matosinhos-Portal Qtª Stª Cruz do Bispo

    - Igreja Matriz de Stª Cruz do Biso -

    Matosinhos - Igr. Matriz Stª Crus do Bispo

    - Capela do Monte S. Brás

    Matosinhos - Capela de S. Brás-Stª Cruz do Bispo

    - Homem da Maça
    – é uma escultura de grandes dimensões, incompleta, que se tornou conhecida pelo “Homem da Maça” e que representa, pensa-se, um antigo guerreiro, ou herói mítico. Próximo tem a escultura do que parece um leão, embora com traços fora do comum. Está colocada no topo de Monte S. Brás, embora tivesse já estado na base do mesmo monte.

    Matosinhos-Hoem da Massa-Stª Cruz do Bispo

    - Ponte do Carro – data dos séc. XVII/XVIII, é uma ponte de cavalete, com um arco de volta perfeita, em alvenaria de granito e muito irregular

    Matosinhos - Ponte do Carro-Stª Cruz do Bispo

    União das Freguesias de Custóias, Leça do Balio e Guifões
    Custóias
    - Ponte de D. Goimil – apresenta também um tipo de construção característico na Idade Média séc XIII/XIV. Estava inserida numa via, provavelmente romana e de alguma importância, Via Veteris (Estrada Velha) que começava junto ao Douro, na zona da Arrábida passava em Santiago de Custóias e seguia para o estuário do Rio Ave

    Matosinhos - Ponte de D. Goimil - Custóias

    - Museu do Linho e do Milho – é propriedade do Rancho Folclórico de Padrão da Légua e dispõe de objetos que serviam para a exploração/tratamento do linho e do milho

    Leça do Balio
    -Ponte da Pedra – está integrada na estrada romana que ligava Olissipo (Lisboa) a Bracara (Braga) e que ia por Cale (Porto). Foi construída no séc. II d.C. Embora tenha sido alvo de várias reparações, continuam visíveis as “pedras almofadadas” características da arquitetura romana.

    Matosinhos - Pte da Pedra - Leça do Balio

    - Ponte dos Ronfes – esta ponte integrava uma via regional, cuja origem terá sido uma estrada secundária romana. Esta via vinha de Cedofeita para a região da Maia, passando por Padrão da Légua

    Matosinhos -Pte de Ronfes - Leça do Balio

    - Mosteiro de Leça do Balio – fica no lugar de Recarei, junto ao rio Leça e próximo de uma via romana que ligava o Porto a Braga. O Mosteiro já existia no séc. X e passou por várias vicissitudes até que, no séc. XII, D. Teresa doa à Ordem Militar Religiosa dos Cavaleiros do Hospitalários. O Mosteiro foi, na altura a 1ª casa mãe, em Portugal, daquela Ordem Religiosa.
    Posteriormente, D. Afonso Henriques amplia, com mais terrenos, a doação de sua mãe. Esta Ordem Militar dependia do Papa e tinha como missão proteger e prestar assistência aos peregrinos. Foi abandonado e vendido em hasta pública, após a extinção das Ordens Religiosas, em 1834.
    Todos os elementos góticos foram introduzidos no séc. XIV, em obras de remodelação e também de ampliação.

    Matosinhos -Mosteiro Leça do Balio

    - Igreja do Mosteiro de Leça do Balio – a igreja é o que resta de todo o Mosteiro – tem planta cruciforme e é ladeada por uma torre, que apresenta balcões com matacães a meia altura e no topo. Tem também seteiras, o que dá à igreja um toque de fortaleza militar. No interior da Igreja está a campa de Frei Estêvão Vasques, encimada por uma placa de bronze. 
    Com motivos decorativos e o epitáfio do defunto em caracteres leoneses.
    De acordo com as descrições, haveria mais três torres como a agora existente, podendo encontrar-se os vestígios de uma delas na “Quinta do Mosteiro”, junto à cabeceira da igreja.

    G
    uifões
    - Castro de Guifões – o Castro do Monte Castêlo ou Castro de Guifões fica muito próximo da foz do Rio Leça. Esta Estação Arqueológica é uma das mais importantes da Idade do Ferro / romanização, no norte de Portugal – aqui foram encontrados vestígios do I milénio a.C., bem como do período da ocupação romana.
     Pensa-se que o Monte Castêlo terá sido abandonado já depois do séc. V, sem se conseguir precisar a altura exata. Já nos séc. IX e X este local é referenciado em documentos, como Castelo – eventualmente terá sido construída fortaleza, em madeira, no alto do monte, como os achados de cerâmica cinzenta da Alta Idade Média poderá comprovar.
    Matosinhos - Castro de Guifões
    - Coreto e Igreja Matriz de Guifões

    Matosinhos-Coreto e Igr. Matriz de Guifões

    União das Freguesias de S. Mamede de Infesta e Srª da Hora
    S. Mamede de Infesta
    - Igreja Matriz de S. Mamede de Infesta

    Matosinhos - Igr. Matriz S. Mamede de Infesta

    - Capela da Ermida

    Matosinhos-Capela da Ermida-S. Mamede de Infesta

    - Estação de Caminhos de Ferro de S. Mamede de Infesta - decorada com painéis de azulejos, versando a vida do campo. Na foto, um dos painéis

    Matosinhos-Azulejos da Estação CF - S. Mamede de Infesta

    - Casa Museu Abel Salazar – fica em S. Mamede de Infesta. Abel Salazar, médico e cientista, dedicou-se a muitos trabalhos de investigação na área das ciências biológicas – na casa estão expostos alguns dos seus trabalhos, bem como, em andares separados, o ambiente em que vivia e os seus objetos.

    Senhora da Hora
    - Igreja das Sete Bicas

    Matosinhos - Igr. das Sete Bicas - Srª da Hora

    - Fonte das Sete Bicas

    Matosinhos - Fonte das Sete Bicas-Srª da Hora

    - Relógio da Estação da Srª da Hora

    Matosinhos - Relógio Estação CF - Srª da Hora

    - Museu de Jazigos Minerais Portugueses – as coleções são constituídas por minérios, minerais industriais e rochas ornamentais vindas de todos os locais de Portugal.

    FIGURAS ILUSTRES
    Matosinhos foi lugar de nascimento de muitos ilustres, alguns contemporâneos, outros em tempos remotos, mas cujos nomes são bem conhecidos. Para além dos que lá nasceram, outros lá viveram:
    - TERIXEIRA REGO - falecido em 1934, com 61 anos, foi investigador, grande estudioso da mitologia, pedagogo
      e filósofo da história das religiões
    - PASSOS MANUEL – viveu no final do séc. XIX e foi grande vulto das lutas liberais
    - ÓSCAR LOPES – ensaísta, faleceu em 2013
    - MÁRIO SOTTO MAYOR CARDIA – viveu entre 1941 e 2006, foi político, tendo ocupado vários cargos em
      alguns governos
    - MANUEL DIAS DA FONSECA – nascido em 1923, dedicou a vida à música e a dá-la a conhecer. Foi também
      professor de física
    - D. MANUEL DA SILVA MARTINS – nascido em 1927, é bispo de Setúbal
    - ÁLVARTO SIZA VIEIRA – nascido em 1933, é arquiteto com obra espalhada pelo País e alguns edifícios em
      Matosinhos
    - ALCINO SOUTINHO – viveu entre 1930 e 2013, foi arquiteto, autor do edifício da Câmara Municipal de
      Matosinhos
    - AGOSTINHO SALGADO – pintor naturalista que viveu entre 1905 e 1967
    - FLORBELA ESPANCA – faleceu em Matosinhos, em 1930, com 36 anos de idade esta poetisa originária de Vila
      Viçosa.
    - ÓSCAR DA SILVA – compositor, pianista que faleceu em Matosinhos, 1958 já com 88 anos
    - FERNANDO TÁVORA – arquiteto e professor, ensinou Siza Vieira e Souto Moura. Nasceu no Porto e faleceu
      em Matosinhos
    - ANTÓNIO AUGUSTO DA ROCHA PEIXOTO – arqueólogo e naturalista, viveu entre 1866 e 1909, tendo
      falecido em Matosinhos
    - ABEL SALAZAR – viveu entre 1889 e 1946. Foi médico, professor catedrático, investigador, para além de desenhar, pintar, gravar, esculpir, tendo deixado imensos trabalhos artísticos. Nos últimos tempos da sua vida dedicou-se a estudos filosóficos, tendo chegado a uma interpretação original da evolução da arte, do pensamento e da História. Viveu, durante 30 anos na casa que hoje é a Casa-Museu Abel Salazar

     

  • Gastronomia

    A Gastronomia de Matosinhos assenta sobretudo no peixe fresco, variado, que é apanhado diariamente e que inunda os mercados, os restaurantes. Passamos a enumerar os mais celebrados – robalo, polvo, tamboril, sardinha, só para falar em alguns, que se podem saborear assados na brasa ou em “n” variações, como caldeirada, arroz de tamboril.
    Também o bacalhau tem o seu lugar de destaque, o mesmo acontecendo com o marisco em geral, com que se pode fazer um belo arroz de marisco ou mesmo uma açorda...
    No verão, claro, a sardinha toma o seu lugar principal, grelhada, na rua… o cheirinho chama…
    No entanto, estando localizada entre Douro e Minho, é óbvio que a carne, de porco, de vaca, de aves, os enchidos também têm o seu cantinho na gastronomia de Matosinhos.

    Matosinhos - gastronomia
     

  • Feiras, Festas e Romarias

    - Festa do Sr. de Matosinhos – decorre nos meses de maio e junho, durante cerca de 3 semanas
    - Festa do Mártir S. Sebastião – com procissão da Igreja do Sr. de Matosinhos à doca pesca – os barcos são  benzidos – 1ª quinzena de julho
    - Festa de S. Brás – no primeiro domingo após 2 de fevereiro – Santa Cruz do Bispo
    - Festa da Senhora da Hora – numa 5ª feira, 40 dias após a Páscoa – Senhora da Hora
    - Procissão do Sr. dos Passos – 5º domingo da Quaresma .- Leça da Palmeira
    - Os Hospitalários no Caminho de Santiago – é uma recriação histórica que se faz todos os anos em Matosinhos, no 2º fim de semana de setembro – transporta os assistentes à época medieval, mostrando costumes hábitos e tradições, torneios, ceias medievais, dança, falcoaria, na envolvente ao Mosteiro de Leça do Balio
    - Piratas – outra das representações históricas, que se realiza já há dois anos, no Forte de Nª Srª das Neves, é a dos ataques dos piratas a naus, caravelas, representando também as pilhagens que sempre tinham lugar. Terá lugar em junho.
    - Lenda de Cayo Carpo – é outra das recriações históricas. Tem lugar do areal de Matosinhos. A lenda vem do tempo em que Matosinhos não era ainda cristão e explica a associação entre a concha da vieira e a devoção aos Caminhos de Santiago – Cayo Carpo, um romano, pagão, desposou Cláudia Lobo, gaiense e descendente de um pretor romano, na praia de Matosinhos. A boda, sumptuosa, magnífica, juntou bailarinos e bailarinas de várias regiões do Império Romano, mostrando danças exóticas, acompanhadas de músicas não menos exóticas. Foram também largadas pombas brancas, durante as festividades.
    Eis senão quando Cayo Carpo, o noivo, avista um barco e, de imediato o seu cavalo vai mar adentro, indo ter a uma nau que transportava o corpo do Apóstolo Santiago para Compostela – de imediato as famosas vieiras agarram-se às suas vestes e, deslumbrado com o que viu, decide, de imediato ser batizado e converteu-se ao cristianismo. Tem lugar nos meses de maio ou junho.

  • Acessos e Distâncias
    LISBOA  317 km PORTO   10 km
    Aveiro   76 km Guarda  205 km
    Beja  453 km Leiria  186 km
    Braga   59 km Portalegre  296km
    Bragança  211 km Santarém  250 km
    Castelo Branco  259 km Setúbal  350 km
    Coimbra  124 km Viana do Castelo   69 km
    Évora  409 km Vila Real   98 km
    Faro  553 km  Viseu  132 km
  • Itinerários Possíveis

    Itinerário 1
    Matosinhos (A) – Porto de Leixões (B) – Farol de Leça(C) – Praia do Cabo do Mundo (D) – Matosinhos (E)
    Visita de Matosinhos, dos seus valores do património, como dos das freguesias e lugares indicados. Para além do património, o mar será um grande polo de atração

    Total de km – 16 km
    Tempo de percurso – 19 minutos, só o tempo de condução
    Estradas – por estradas nacionais e municipais

    Matosinhos - Itinerário 1

    Itinerário 2
    Matosinhos (A) – Lavra (B) – Praia de Angeiras (C) – Perafita (D) – Praia da Memória (E) – Matosinhos (F)

    Como o itinerário anterior também este é em grande parte à beira mar, apreciando não só o património como a paisagem e também os prazeres da mesa, do bom peixe da região.

    Total de km – 33 km
    Tempo de percurso – 37 minutos, só o tempo de condução
    Estradas – por estradas nacionais e municipais

    Matosinhos - Itinerário 2

    Itinerário 3
    Matosinhos (A) – Stª Cruz do Bispo (B) – Guifões (C) – Leça do Balio (D) – S. Mamede de Infesta (E) – Senhora da Hora (F) – Matosinhos (G)

    Apreciar o património, a paisagem, de todo este percurso, e deliciar-se com o mar e o peixe fresco.

    Total de km – 45 km
    Tempo de percurso – 49 minutos, só o tempo de condução
    Estradas – por estradas nacionais e municipais

    Matosinhos - Itinerário 3

  • Parceiros ACP

    PARCEIROS ACP
    Abaixo estão os links para todos os parceiros existentes no Distrito do Porto, a que Matosinhos pertence,  e que oferecem descontos aos sócios, mediante a apresentação do cartão de sócio.

    - Hotéis
    - Solares
    - Turismo Rural 
    - Restaurantes

     

     

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