Miranda do Douro

A mirar o Douro

Concelho do Distrito de Bragança, Miranda do Douro fica na margem direita do Rio Douro, com Espanha do outro lado.

A Vila de Miranda do Douro, fundada em dezembro de 1286, ganhou notoriedade com a celebração do Tratado de Alcanices, entre D. Dinis e D. Fernando IV, rei de Castela e Leão. Miranda foi elevada, por foral, à categoria de vila e viu aumentados os seus privilégios, um dos quais era que nunca saísse da Coroa.

A partir dessa altura Miranda do Douro tornou-se, progressivamente, na mais importante das vilas cercadas de Trás-os-Montes.

  • Onde?

    Concelho do Distrito de Bragança, Miranda do Douro fica na margem direita do Rio Douro, com Espanha do outro lado... A Vila de Miranda do Douro, fundada em Dezembro de 1286, tomou notoriedade na altura da celebração do Tratado de Alcañices, entre D. Dinis e D. Fernando IV, rei de Castela e Leão - Miranda foi elevada, por foral, à categoria de vila e viu aumentados os seus privilégios, um dos quais era que nunca saísse da Coroa. A partir dessa altura Miranda do Douro torna-se, progressivamente a mais importante das vilas cercadas de Trás-os-Montes. 

  • O quê?

    Em 10 de Julho de 1545 foi elevada à categoria de cidade, por D. João III, passando simultaneamente a ser a primeira diocese de Trás-os-Montes, por bula do Papa Paulo III, também de 1545, que retirou este território transmontano à diocese de Braga. 

    Miranda do Douro passou a ser a capital de Trás-os-Montes, sede do bispado, residência do Bispo, cónegos e mais autoridades eclesiásticas, bem como das militares e civis. 

    Em 1762, na altura da Guerra dos Sete Anos, o exército de Eduardo III invadiu Trás-os-Montes e, no calor da refrega, um tiro de canhão atingiu o paiol com 500 barris de pólvora, destruindo as quatro Torres do Castelo e os bairros periféricos - um terço da população (400 pessoas) pereceu nesta tragédia que levou Mirando à ruína. Cerca de dois anos depois o 23º Bispo, D. Frei Aleixo Miranda Henriques, abandona Miranda do Douro, trocando-a por Bragança. 

    Só 200 anos depois, com a construção das barragens de Miranda e Picote, a cidade e a região entraram em desenvolvimento... 

    A História que viveu e que a marcou fez de Miranda do Douro um museu vivo. O património cultural e arquitectónico, vasto, diversificado e valioso está espalhado pela várias freguesias que tudo fazem para o preservar e divulgar. 

    Hoje detém numerosas áreas de comércio como têxteis, calçado, e ourivesaria, cujos compradores são maioritariamente os vizinhos espanhóis, que atravessam a fronteira para se abastecerem.


    Miranda do Douro tem a sua própria língua... o mirandês. É falada por cerca de 15.000 pessoas, no concelho de Miranda do Douro e algumas aldeias de concelhos vizinhos. Deriva do latim, moldada por várias gerações, ao longo dos séculos, no vasto território onde se falava o asturo-leonês. Digamos que pertence a esta família... Presentemente tem o estatuto de 2ª língua oficial , em Portugal e como tal é protegida. 

    Todos os que falam esta língua falam também o português ou "grave", como o denominam. 

    O falar mirandês, segundo os estudiosos, cresceu com a Terra de Miranda, herdeira das antigas divisões administrativas leonesas. Mas, nos castros sobranceiros às escarpas do Rio Douro foram encontrados vestígios arqueológicos, históricos e linguísticos de outros povos pré-romanos, na região. Durante séculos o mirandês foi somente falado. Só no Séc. XIX, pela mão de José Leite de Vasconcelos, foram conhecidos documentos escritos, datados do Séc. XII. Foi, no entanto António Maria Mourinho - historiador, antropólogo. linguista e investigador, que, no Séc. XX desenvolveu trabalho extraordinário na reunião de vasto património, no domínio do mirandês. 

    No entanto, só no final do Séc. XX se deram outros grandes passos, neste âmbito: 
    - o mirandês foi introduzido no ensino - ano lectivo 1987/8 
    - foi elaborada norma escrita, a Convenção Ortográfica, publicada em 1999 
    - foi reconhecido politicamente - Lei 7/99, de Janeiro 
    - regulação do direito à aprendizagem do mirandês - Despacho Normativo 35/99 

    Sendo que o mirandês interessa primeiro aos seus falantes, serão eles que terão de o perpetuar, aliados a instituições e meios de transmissão como a escola e similares. Cartografia Informações Turísticas.


    Outra das coisas que é "só" de Miranda do Douro
    é o grupo dos Pauliteiros de Miranda com as suas danças e trajes únicos no País. A origem das danças que interpretam virá, de acordo com alguns estudiosos, da Idade do Ferro, na Transilvânia, espalhando-se depois pela Europa. Um outro estudioso, Strabão, diz que certos povos que habitaram a península Ibérica, no Séc. III se preparavam para os combates com este tipo de danças, trocando as espadas pelos paus de 45 cm, para que os guerreiros não se ferissem. Posteriormente os povos foram conservando estes ritos para celebrarem a recolha dos frutos e cereais, bem como a passagem dos solstício de Verão e Inverno. 

    Outros estudiosos, como o Abade de Baçal, defendem que a origem das danças assenta na dança pírrica guerreira dos Gregos, espalhada pelos romanos, considerando haver poucas diferenças entre os dois rituais e também e os trajes usados. Outros ainda vêem semelhança entre as danças dos Pauliteiros e danças populares no Sul da França e também a dança das espadas da Suíça da Idade Média. 

    Estas danças foram consideradas pagãs até ao Séc. X, quando a Igreja Católica passou a admirá-la, nas festas dos Santos, correspondentes aos solstícios, em que passou a celebra-se as colheitas em simultaneo com as festas dos santos padroeiros. 

    Havendo, no presente, um Grupo de Pauliteiros na Cidade de Miranda do Douro, os Pauliteiros de Miranda não eram, inicialmente, um grupo da cidade, mas vários grupos de aldeias circundantes, pertencentes ao Concelho. 

  • Património a descobrir

    - Sé Catedral - fica no centro da cidade, no local onde estava em tempos a Igreja de Santa Maria. Foi construída no Séc. XVI, 1552, renancentista, com notável altar-mor, fabuloso retábulo renanscentista composto por 56 imagens bíblicas e a imagem do Menino Jesus de Cartolinha. Tem também u ma imponente talha maneirista e barroca e é Monumento Nacional. 


    - Aqueduto do Vilarinho
    - foi o aqueduto que abasteceu de água a cidade, até ao Séc. XX. Os primeiros documentos da sua construção são de 1587 e é o único exemplar no nordeste português. 

    - Convento dos Frades Trinos - Foi construído no Séc. XVIII e, hoje, nele funciona a Biblioteca Municipal 

    - Museu da Terra de Miranda - é um edifício do Séc. XVII 

    - Fonte dos Canos - foi construída entre os Sécs. XVII e XVIII 

    - Igreja da Misericórdia - é um dos monumentos religiosos de Miranda do Douro com fachada barroca genuína, data do Séc. XVIII 

    - Igreja de Stª Cruz - data do Séc. XVIII e é em estilo neoclássico com alguns elementos de barroco 

    - Rua da Costanilha - é a rua de referência, com a maior concentração de património do concelho, onde existem várias casas do Séc. XV, de portas rectangulares e janelas floridas. Delas, destaca-se uma casa com janelas geminadas e cachorros medievais esculpidos no granito e ainda a Porta Gótica das antigas muralhas, que lhe servem de acesso. 

    - Ruínas do Castelo de Miranda do Douro - data do Séc. XIII, e foi construído com a finalidade de defender a linha de fronteira. A Torre de Menagem foi o que restou das muralhas do Castelo, quando foram destruídas pelo rebentamento do Paiol, em 1762, facto já referido na introdução. Dele resta, também um amplo terreiro 

    - Ruínas das Muralhas - a sua construção data também do Séc. XIII. Hoje, resta uma torre, do Séc. XV, a porta da traição, que é falsa, a da Srª do Amparo e o postigo. 

    - Ruínas do Paço Episcopal - o monumento foi destruído por um incêndio, em 1706. Dele restam unicamente o andar térreo e uma ampla arcada - a área foi transformada em espaço verde, ajardinado. 



    VALE DE ÁGUIAS 

    - Igreja de Nª Srª da Encarnação 

    - Cruzeiro de Vale de Águias 

    - Casa Antiga, em Pedra


    ALDEIA NOVA 

    - Antiga Casa da Guarda Fiscal 

    - Penha da Cubeta 

    - Capela de S. João das Arribas 

    - Arribas do Douro -as margens do Rio Douro, são rocha, cortada a pique, com o rio, relativamente estreito, lá em baixo 



     


    PALANCAR

    - Igreja de S. Jerónimo 

    - Casa Antiga, em pedra Pena Branca 

    - Igreja de S. Simão 

    - Casa Antiga, em pedra


    CICOURO

    - Igreja Matriz, de S. João Baptista 

    - Capela de Stº Amaro e alguns cruzeiros 

    - Especial referência para algumas, figuras, curiosas, talhadas nas ombreiras de algumas portas 

    - Vestígios notáveis de antiga via romana, nas proximidades do povoado


    ÁGUAS VIVAS

    - Igreja de Stª Catarina, que é a Igreja Matriz 

    - Capela de S. Sebastião 

    - Duas Fontes de mergulho 

    - Cruzeiro


    ATENOR 

    - Igreja Matriz 

    - Capela de Stº Cristo 

    - Fonte Romana 

    - Vestígios de um Castro, em Ervideiros e de um povoado romano, em Castrolouço 

    - Arte rupestre nos abrigos das Ribeiras das Veigas e de ale de Palheiros 

    - Igreja com belo portal gótico no lugar de Teixeira


    CONSTANTIM

    - Igreja Matriz de Nª Srª da Assunção 

    - Capelas da Santíssima Trindade, de Nº Srª das Dores e da Piedade e de Nª Srª da Luz 

    - Cruzeiros e fontanários 

    - Museu das Tradições


    DUAS IGREJAS

    - Igreja Matriz 

    - Igreja de Nª Srª do Monte 

    - Igreja e Capelas em vários locais da freguesia


    GENÍSIO

    - Igreja Matriz de Stª Eulália 

    - Igreja de S. Genísio da Especiosa 

    - Capelas de Stª Cruz e S. Ciríaco 

    - Museu Rural (no antigo Lagar)


    IFANES

    - Igreja Matriz de S. Miguel e Capelas de S. Bartolomeu e S. Roque 

    - Povoação castreja de Castrilhouço 

    - Povoado romano, chamado Touro 

    - esculturas rupestres 

    - Santuário proto-histórico romano chamado a "Fraga da Rodela", próximo da Igreja


    MALHADAS

    - magnífica Igreja Paroquial, da época romântica 

    - Belo cruzeiro 

    - perto da aldeia um castro conhecido por "Marmolina"


    PALAÇOULO

    - muitos vestígios pré-históricos, como gravuras rupestres do "Passadeiro" e da "Vaqueira" 

    - machados de pedra encontrados nas suas imediações 

    - Castro de Penha-al-Castro, da proto-história 

    - muitas lápides funerárias e outros achados abundantes, atestam a romanização desta localidade 

    - Igreja Matriz, capela de Nª Srª do Carrasco e de S. Sebastião


    PARADELA 

    - Miradouro da Penha das Torres - bela vista do Rio Douro, do ponto onde ele entra em Portugal 

    - Igreja Matriz e Capela do Cemitério 

    - Cruz do Pendonico 

    - Fonte da Preguiça 

    - Casa do Dízima 


    PICOTE

    - Igreja Matriz 

    - Capela de Stª Cruz e de Stº Cristo 

    - Diversos Cruzeiros, Fontes e Lagares de Azeite 

    - Miradouro da Fraga do Puio 

    - Margens do Rio Douro, rochosas e altas 

    - Placas toponímicas em mirandês 


    PÓVOA

    - Santuário de Nª Srª do Naso 

    - Capelas de Nª Srª das Dores e do Divino Espírito Sant

    - Vários cruzeiros de que se salientam os do Cano, do Poceirão e do Largo da Igreja 

    - estrada e alguns poços romanos 

    - Pegadas do Mouro e o Poço dos Mouros no Naso 

    -Vestígios do Santuário de Nª Srª do Picão, abandonado, no qual se encontram ainda 12 estrelas, lembrando as 12 aparições da Virgem 


    S. MARTINHO

    - Igreja Matriz 

    - Capela de Stª Cruz ou Santo Cristo 

    - Local aprazível, trecho do Rio Angueira, onde se pode pescar e nadar 


    SENDIM 

    - Arribas do Douro 

    - Carril Mourisco, era um nome dado à estrada romana que ligava Sendim e a região a outras mais a sul e a Espanha - uma estrada romana é efectivamente um património histórico de inestimável valor... 

    - Igreja Matriz, com um retábulo das almas, do Séc. XIV 

    - Capelas de Nº Srª dos Remédios, de S. Sebastião, de Nº Sr. da Boa Morte e de S. Paulo 

    - Cruzeiros e cruzes 

    - Fonte do Lugar 

    - Sendinês - um dialecto muito especial da língua mirandesa, que se mantém vivo e constitui um património local 


    SILVA

    - Grutas naturais da aldeia da Granja, no limite do Concelho, com Vimioso 

    - Santuário de Nª Srª do Rosário 

    - Capela de Santa Ana 

    - Igrejas São Pedro, Granja e Fonte Ladrão 

    - Fontes


    VILA CHà

    - Casa Paroquial, Séc. XVI 

    - Igreja Matriz, bastante alterada 

    - Capela de Stª Cruz e da Santíssima Trindade, Séc. XVI 

    - Igreja e duas Capelas em Freixiosa 

  • Feiras, Festas e Romarias

    Festas e Romarias
    Festa de Nª Srª das Candeiras, Festa do Ramo, Fevereiro, mérito à doçaria tradicional (roscos) - Águas Vivas 
    Festa de Stº António - 10 de Janeiro - Cicouro 
    Festa de S. João - 24 de Junho - Cicouro 
    Festa de Stº Amaro - Domingo próximo de 15 de Agosto - Cicouro 
    Festa de Nª Srª de Fátima - de Maio e Outubro - Cicouro 
    Festa de Nª Srª do Rosário - último Dom. de Outubro 
    Festa de Nª Srª da Purificação e de Stª Bárbara - entre 15 e 20 de Agosto - Atenor 
    Romaria de Nª Srª da Luz, com Feira Internacional - último Domingo de Abril - Constantim 
    Festa do Mono e da Mona - 3º Dom. de Setembro - Constantim 
    Ceia das Morcelas - 29 de Dezembro - Constantim 
    Festa dos Moços - 28 de Dezembro - Constantim 
    Festa S. Sebastião - 20 de Janeiro - Duas Igrejas 
    Festa de Nº Sr. dos Passos - Domingo de Ramos - Duas Igrejas 
    Festa de Stª Bárbara - 3º Fim de semana de Maio - Duas Igrejas 
    Festa de Stª Bárbara - último Dom de Agosto, em Cércio - Duas Igrejas 
    Festa de Stº António 13 de Junho - Duas Igrejas 
    Festa da Srª do Monte - 15 de Agosto - Duas Igrejas 
    Festa de Nª SrªÇ das Candeias - 2 de Fevereiro ou fim de semana mais próximo - Genísio 
    Festa de Stª Bárbara e S. Bartolomeu - início de Agosto - Genísio 
    Feira e Exposição de Gado Bovino de raça Mirandesa - 24 de Junho - Miranda do Douro 
    Festa de S. Sebastião - 20 de Janeiro - Paradela 
    Festa de Nª Srª da Ascensão -último domingo de Agosto - Paradela 
    Festa de Stº Cristo - 1º Domingo de Agosto - Picote 
    Festa de Stª Bárbara - último Domingo de Agosto - Picote 
    Festa Nª Srª do Rosário - 1º Domingo de Outubro - Póvoa 
    Romaria de Nª Srª do Naso e Feira Anual - 6 a 8 de Setembro - Póvoa 
    Festa de Stª Cruz - 2a 4 de Maio - S. Martinho 
    Festa de Nª Srª do Rosário, Festa dos Pauliteiros - último Domingo de Agosto - S. Martinho 
    Festa de S. Martinho - 11 de Novembro - S. Martinho 
    Feira dos Saberes e Sabores - Páscoa - Sendim 
    Festa dos Reis - 6 de Janeiro - Silva 
    Festa de Nª Srª do Rosário - 1º Domingo de Maio - Silva 
    Festa de S. Pedro - 29 de Junho - Silva 
    Festa de Stª Bárbara - 1º Domingo de Agosto - Silva 
    Festa de Stª Marinha - Agosto - Silva 
    Fresta do Menino Jesus - Janeiro - Vila Chã 
    Festa da Santíssima Trindade - 1ª quinzena de Junho - Vila Chã 
    Festa de Stª Bárbara e Stº Eustáquio - Agosto - Vila Chã 


    LENDA DO MENINO JESUS DA CARTOLINHA 

    Do final do Séc. XVI a meados do Séc. XVIII, toda a Europa passou por graves problemas tais como a peste, a fome e a guerra, cenário propício ao desenvolvimento de novas devoções e novos mitos em torno de imagens de santos e de pessoas que sobressaem, pelos seus feitos valorosos. 

    Também o povo do nordeste transmontano, particularmente o de Miranda do Douro, estava sujeito a estas vicissitudes, mormente por força da Guerra da Independência, em 1640 e, mais tarde, pela guerra da Sucessão, em Espanha, do outro lado do Rio Douro. Apesar de tudo, não há notícias de ataques à cidade propriamente dita, somente escaramuças junto à fronteira, não sendo fundamentada a lenda que diz que o Menino Jesus defendeu Miranda do Douro, durante a Guerra da Independência. 

    A lenda refere-se ao período entre 1706 e 1713, altura em que a cidade foi invadida pelo exército castelhano, em 1711 - quando Miranda do Douro invadida, saqueada e vexada pelos castelhanos, esperando as tropas portuguesas, que tardavam, viu aparecer, nas muralhas um menino vestido de fidalgo cavaleiro. Ele chamava os mirandeses gritando "às armas contra os invasores" e, imediatamente começaram a sair de todas as casas gente armada de foices, gadanhas, espingardas e varapaus, para combater os invasores. à frente dos mirandeses o menino ora aparecia ora desaparecia até que, no fim, libertada a cidade, nunca mais foi visto. 

    Procuraram por toda a parte mas o pequenino "General" tinha desaparecido. Os mirandeses consideraram um milagre, a vitória contra os castelhanos, que consideraram grande favor do Menino Jesus. Como tal, mandaram esculpir uma imagem do Menino Jesus, vestido de fidalgo cavaleiro, à moda da época, e foi colocado no altar da capela. 

    Há outras hipóteses, igualmente lendárias, relativamente ao aparecimento do "Menino" mas,a análise da escultura - característica dos Sécs. XVII/XVIII - e de alguns documentos, confirma que a estátua foi mandada esculpir pelos mirandeses ou pelo Cabido da Catedral, em época de aflição. Convém notar que o "Menino" não é propriamente um bébé, mas um jovem dos seus 18 ou 20 anos... De notar ainda que, no Séc. XVIII, ele não tinha a cartola, acessório masculino que apareceu depois da Revolução Industrial, em Inglaterra, e que terá sido colocada na escultura entre finais do Séc. XIX e início do Séc. XX. 

    Cabe aqui fazer uma referência ao BURRO-DE-MIRANDA

    é um burro que difere da generalidade dos da sua raça, que sobreviveu graças à interioridade - devido à falta de directrizes institucionais a sua criação foi sendo ditada pelas necessidades e carências da população desta região, há décadas e décadas - assim surgiu o característico burro de Miranda e da Região Nordeste de Portugal. Eis algumas características: 
    - pêlo castanho, mais claro nas costas e parte inferior do tronco, grosso e comprido 
    - orelhas grandes e peludas 
    - cabeça volumosa, focinho curto com extremidade branca, olhos rodeados de mancha branca 
    - estatura elevada, robusto, de patas grossas e sobretudo de temperamento dócil 

  • Gastronomia

    As carnes de raças autóctones, os produtos hortícolas directamente das hortas familiares, a doçaria com duas origens conhecidas - a árabe e a conventual - todas de sabores e cheiros intensos, irresistíveis... constituem a gastronomia mirandesa em que é rainha a posta mirandesa, naco de carne grelhada, bem temperada com alho e azeite, tenra de modo que se derrete na boca, indescritível. 

    Sopa transmontana (com castanhas), arroz de polvo, cordeiro assado na brasa, particularmente os de raça Churra Galega Mirandesa, bacalhau assado, bacalhau com pão de centeio, butelo com cascas, folar de carne, caça (perdiz, coelho, lebre), bola doce mirandesa, tudo bem regado com o vinho da região... 

    Mas, a região transmontana é uma daquelas em que os enchidos são especiais, puros, genuínos, produto não só das boas carnes da região, como do saber de quem os prepara e, Miranda do Douro não foge à regra - alheira, butelo, chouriça e salpicão.

  • Acessos e Distâncias
    LISBOA 520 km PORTO 280 km
    Aveiro 309 km Beja 571 km
    Braga 286 km Bragança 75 km
    Castelo Branco 302 km Coimbra 304 km
    Évora 490 km Faro 715 km
    Guarda 207 km Leiria 374 km
    Portalegre 391 km Santarém 452 km
    Setúbal 554 km Viana do Castelo 332 km
    Vila Real 182 km Viseu 228 Km 
  • Itinerários Possíveis

    ITINERÁRIO 1
    Miranda do Douro - Ifanes - Constantim - Cicouro - Nª Srª do Naso - Póvoa - Miranda do Douro 

    Visitar Miranda do Douro, o seu património, e o das sedes de freguesia mencionadas acima. Aproveitar também da paisagem e ar puro do Planalto Transmontano 

    Total de km – 47 km 
    Tempo de percurso – 1 hora, só considerado o tempo de condução 
    Estradas – todo o trajecto é feito por Estradas Nacionais e Municipais



    ITINERÁRIO 2
    Miranda do Douro - Malhadas - Genísio - Silva - Fonte do Ladrão - Águas Vivas - Palaçoulo - Miranda do Douro 

    O Património de Miranda do Douro e das freguesias referidas, os burros, os bons produtos regionais - tudo contribui para passar um bom fim de semana, inclusivé a paisagem... 

    Total de km - 61 km 
    Tempo de percurso – 1 hora e 9 minutos, só considerado o tempo de condução 
    Estradas – todo o trajeto é feito por Estradas Nacionais e municipais.


    ITINERÁRIO 3
    Miranda do Douro - Picote - Sendim - Atenor - Duas Igrejas - Miranda do Douro 

    Neste percurso qualquer das freguesias, localidades, tem também a sua quota parte de interesse. Para além disso a Barragem do Picote, dará um toque de frescura. 

    Total de km - 63 km 
    Tempo de percurso – 1 hora e 2 minutos, só considerado o tempo de condução 
    Estradas – todo o trajecto é feito por Estradas Nacionais e Municipais 


    ITINERÁRIO 4
    Miranda do Douro - Arribas do Douro - Miranda do Douro 

    Partindo de Miranda do Douro, segue por Vale de Águia e vai até S. João das Arribas, com a sua capela e o seu miradouro, há a oportunidade de ver as Arribas do Douro, com o rio lá em baixo e Espanha do outro lado... Para além da paisagem natural, podem observar-se várias espécies de aves, entre as quais o abutre-do-egipto. No caminho pode ver-se ruínas de moinhos de água, vários lameiros e as "corriças" para guardar os rebanhos - de notar que a ligação entre Miranda e Vale de Águia é por uma estrada não indicada no Mapa, mais directa. 

    Total de km - 28 km 
    Tempo de percurso - 39 minutos, só considerado o tempo de condução 
    Estradas – todo o trajecto é feito por Estradas Nacionais e Municipais 

  • Parceiros ACP

    PARCEIROS ACP
    Abaixo estão os links para todos os parceiros existentes no Distrito de Bragança, a que Miranda do Douro  pertence, e que oferecem descontos aos sócios, mediante a apresentação do cartão de sócio.

    Hotéis 
     - Solares
     - Turismo Rural

     

     

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